(do blog de Fábio Campana, às 10h40 min de segunda-feira,14)

“O empresário Tony Garcia declarou, de próprio punho, na primeira pessoa, o que disse em entrevista ao Jornal Nacional da Globo. Tenta esclarecer datas, circunstâncias e interlocutores do momento em que encaminhou o áudio para que se tornasse do conhecimento do ex-governador Beto Richa e do ex-secretário Chefe de Gabinete Deonilson Roldo. É o que segue:
NÃO É VERDADE
1 – Quanto a nota do ex-governador Beto Richa dizendo desconhecer o áudio da conversa entre seu chefe de gabinete, Deonilson Roldo e o empreiteiro Pedro Rache, não condiz com a verdade. Assim que recebi a gravação do Pedro Rache, levei ao conhecimento do Pepe Richa que ouviu sua integra e fez um apelo a mim que levasse ao conhecimento do Deonilson Roldo para que ele parasse de pressioná-lo para assinar a ordem de serviço.
RICHA OUVIU ÁUDIO
2 – No mesmo dia às 20:30 fui pessoalmente à casa de Beto Richa levando o áudio. Ele não quis ouvir, narrei a ele o conteúdo. Imediatamente após o relato, Beto fez uma ligação ao secretário Mauro Ricardo no viva voz, dizendo que havia um problema na PPP da 323, e como ele (Mauro) não gostava de PPPs, que cancelasse. Queria falar com o Deonilson naquela hora, porém, não o fez por um pedido meu, para que antes eu levasse ao conhecimento do Deonilson como havia combinado com o Pepe.
“NEGUEI TUDO”
4 – Deonilson me perguntou se eu havia mostrado a gravação para o Beto Richa, respondi a ele da mesma maneira que me respondeu quando fiz a pergunta de conversa com empreiteiro, neguei já ter levado ao Beto, e disse que a partir dali é que eu tomaria qualquer providência. Me pediu até o outro dia para tomarmos juntos a decisão, que precisava refletir, e que até lá estaria em minhas mãos, e que seria eternamente grato.
Palavras dele, sem tirar nem por.
PERMANECER NO GOVERNO
5 – Disse-me também que o áudio vindo a público sua permanência no governo se tornaria impraticável, porém, nada poderiam fazer penalmente com ele já que a gravação havia sido feita sem seu conhecimento.
Alertei-o que não era bem assim, que já havia súmula no STJ e STF que conversas gravadas por um dos interlocutores, mesmo sem o outro saber valiam como provas. Disse a ele para que ligasse ao seu advogado que era excelente criminalista para tirar a dúvida, o fez, ouviu dele o que lhe alertei.
“FUI APENAS MENSAGEIRO”
6 – Agora, diante do fato, Deonilson tenta imputar a mim a denúncia que recai sobre ele. Eu, na verdade fui somente o mensageiro. Quem gravou ele foi a pessoa que estava sendo chantageada, gravou para se proteger de coisa legítima que era participar de uma licitação pública, e entregou a mim para que levasse ao conhecimento do Beto, já que poderiam ganhar a licitação com preço bem abaixo do que o oferecido pela Odebrecht. Não revelarei por enquanto o verdadeiro motivo para que a licitação não fosse suspensa, o farei na hora certa nas esferas cabíveis.
NÃO FICA CALADO
7 – Não aceitarei calado imputações a mim que a turma do Beto e do Deonilson fazem chegar à imprensa na tentativa de desqualificar o que já venho alertando a muito tempo. Quanto mais tentarem, mais fatos e provas inequívocas da verdade virão à tona. Este é o fiel relato da verdade, desafio quem quer que seja a contestá-lo. Seria ótimo se o fizerem. Não temo o enfrentamento, pois a verdade está ao meu lado.”
