
Dono de um conhecimento sempre atualizado do que se passa em amplos escalões do poder, o advogado Luiz Carlos da Rocha (“Rochinha”) – filho do antológico Espedito de Oliveira Rocha – continua sendo aquele tipo humano que os franceses chamam de “causeur”.
É fundamentalmente um grande bom papo. Outrora, seria nominado de ‘encantador de salões’.
Com cutucadas muito suas, conhece e critica situações e nomes da política nacional (e local) com ampla visão. Tudo com uma fina eloquência.
PELO PRENOME
Trata pessoalmente pelos primeiros nomes os ex-presidentes Dilma e Lula, de quem é amigo. Assim como tem no rol de suas relações de amizades muitos representantes do patriciado curitibano.
“Sou comunista mas não sou franciscano”, faz blague quando o provoco dizendo que ele tem “uma esplendorosa vida burguesa”.
ANFITRIÃO DE LULA
De Lula – lembram-se? – em maio último foi anfitrião, quando o líder petista veio a Curitiba depor ao juiz Sergio Moro. Passou horas repousando no escritório de Rocha, no Bacacheri.
PAPA FRANCISCO ENCANTA
Na sexta-feira, 18, ele me contava, depois de manifestar sua enorme simpatia pelo Papa Francisco, que Dilma Rousseff mostrou-se, em conversa com ele, igualmente conquistada pela simplicidade e simpatia do pontífice.
A ex-presidente disse que aquilo que Cristina Kirchner vinha dizendo, não só que Francisco é um ser cativante, quanto “também peronista”.
FRANCISCO “HIPNOTIZA”
O relato passado por Rocha é eloquente: primeiro mandatário de um país a ser recebido em Roma pelo papa Francisco, em 2013, que semanas depois estaria no Brasil para o Encontro Internacional da Juventude, o pontífice “hipnotizou” a então presidente do Brasil.
No diálogo, lembrou que era o primeiro papa jesuíta, o primeiro fora da Europa pelo menos nos dois últimos séculos, e também “o primeiro peronista…”
