
O escritor, publicitário e homem de marketing Elói Zanetti, criador, com Sérgio S. Reis, do marco da publicidade brasileira “Bicho do Paraná”, atento leitor deste espaço, escreve-me sobre suas origens suecas. Descende de uma pequena imigração de suecos que vieram para o Paraná no final do século 19. De uma dessas famílias é originário o lado paterno de Zanetti que, a propósito esclarece em mensagem: os suecos, sem anticorpos para aguentar o Brasil inóspito de então, voltaram, quase todos, para o país. Natal.
Leia:
“Aroldo,
depois da sua publicação sobre os imigrantes suecos no Paraná, motivei-me em pesquisar sobre meus antepassados paternos. Consultei uma amiga, especialista em genealogia, que mora na Suécia, ex-funcionária da Volvo – Karen Nichols Rexwall – krexwall@telia.com -, ela pesquisou, documentos eclesiásticos e de imigração e levantou vários documentos, inclusive a foto do vapor Gauthiod que os levou da Suécia para Lubeck de onde partiram em 22 de outubro de 1891, por via terrestre até Hamburgo.
De lá embarcaram no vapor Campinas com destino ao Rio de Janeiro. Junto com eles dezenas de outros imigrantes que pretendiam construir uma colônia no Paraná – pelas dificuldades encontradas no Brasil, quase todos voltaram à Suécia.
NO RS, DEU CERTO
Uma das poucas colônias que deu certo foi a Guarani no Rio Grande do Sul que fica na Linha Jansen, um distrito de Farroupilha, bem no limite com Bento Gonçalves e Pinto Bandeira.
Resumindo as informações sobre meus ancestrais: Anders Fabian Hultman, marceneiro, nascido em 25 de setembro de 1861, na Paróquia de Montras, no condado de Kalman; sua esposa Mathilde Kristina Jansdotter, nascida em 11 de novembro de 1858, de Flo no condado de Skaraborg.
TECNOLOGIA
Dados indicam haver 180 empresas suecas no Brasil, todas de alta tecnologia e que a maior colônia é em São Paulo, onde vivem aproximadamente 3.000 suecos. Um dos motivos da pouca presença de imigrantes escandinavos em países tropicais é a falta de anticorpos nesses povos para enfrentar nossas doenças. Era alta a taxa de mortalidade entre eles naquele tempo, poucos sobreviviam. Se alguém tiver interessado em levantar dados e documentos sobre seus antepassados europeus indico o site http://bossbon.eu.
