
O consórcio Construbase–Cidade–Paulitec, responsável pela construção da Ponte da Integração Brasil-Paraguai, entre Foz do Iguaçu (BR) e Presidente Franco (PY), vai abrir mais 150 postos de trabalho para a nova fase das obras. A contratação não será imediata, mas seguirá o avanço das obras, que já estão com 20% dos trabalhos concluídos.
Segundo o gerente do consórcio, Osman Bove, serão convocados diversos profissionais, como carpinteiros, pintores, armadores, montadores e soldadores, entre outros. Atualmente, há cerca de 350 pessoas no canteiro de obras, a maior parte na margem brasileira. No lado paraguaio, está sendo finalizada a remoção da rocha detonada para, em seguida, serem iniciadas as estruturas de fundações dos pilares da ponte.
A nova ponte sobre o Rio Paraná faz parte de um pacote de investimentos da usina de Itaipu – que totaliza cerca de R$ 800 milhões – em obras estruturantes para a retomada do crescimento de Foz do Iguaçu e região. Só na ponte, o investimento previsto é de aproximadamente R$ 463 milhões, considerando a estrutura, as desapropriações e a construção de uma perimetral no lado brasileiro. A previsão é que a construção termine em meados de 2022.
“A nova ponte entre os dois países é mais um incentivo ao desenvolvimento regional, em alinhamento com o presidente Jair Bolsonaro”, diz o diretor-geral brasileiro de Itaipu, general Joaquim Silva e Luna. A estrutura vai facilitar a logística de cargas e melhorar o trânsito no centro de Foz do Iguaçu e na Ponte da Amizade. A obra é financiada por Itaipu, supervisionada pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) e gerenciada pelo governo do Estado.

ACELERA FOZ
Agora, a Itaipu Binacional entra numa nova onda de investimentos. Ancorado pelo Parque Tecnológico Itaipu (PTI), o Programa Acelera Foz, com sete eixos e oito parceiros, pretende criar todas as condições para atrair empresas à cidade e fomentar o empreendedorismo.
Para isso, a Itaipu e o PTI vão atuar para dotar Foz do Iguaçu de recursos tecnológicos, de inovação, inteligência artificial e melhoria no turismo. “É a união de várias frentes para colocar Foz em um novo patamar”, afirma Silva e Luna.
