Nivaldo Krüger, reitor Osmar Ambrósio de Souza, Carlos Fernando Huf e Eduardo Sganzerla
Nivaldo Krüger, reitor Osmar Ambrósio de Souza, Carlos Fernando Huf e Eduardo Sganzerla
Em noite de autógrafos na Unicentro (Universidade Estadual do Centroeste), em Guarapuava, o jornalista Carlos Fernando Huf, que também trabalhou no “Diário do Paraná”, nos anos 1970, lançou, na quinta-feira (15) o seu livro “Nivaldo Krüguer – Histórias políticas de outros tempos”, publicado pela Editora Esplendor, de Curitiba, comandada pelo jornalista Eduardo Sganzerla.
“SCRIPTA MANET”
Abriu a solenidade o editor Eduardo Sganzerla, dizendo que “a vida de Nivaldo Krüger foi muito bem retratada, com bom humor, e principalmente com a visão holística que o Carlos tem, sempre com uma visão crítica”.
Nivaldo Krüger, sobre o autor disse que “a única coisa que fica é o que está escrito, o que não se registra na literatura desaparece” E acrescentou: “Este livro nos perpetua; a você que o escreveu e a nós que entramos como atores nas suas histórias”.
HISTÓRIA DE UM POVO
O reitor da Unicentro, Osmar Ambrósio de Souza, observou que se trata de uma biografia, mas “a história do biografado está tão intimamente ligada ao desenvolvimento regional, envolvendo também fatos nacionais e internacionais, que ele conta muito mais, conta a história de um povo”.
MUDOU A SOCIEDADE
Ao lembrar o Planalto Verde, dentre as inúmeras iniciativas do ex-prefeito, ele diz que a vida, o jeito de ser do Nivaldo fez com que se modificasse toda uma sociedade. “E essa história é muito bem contada, numa leitura gostosa, leve, pelo Carlos Huf, a quem parabenizo pela escrita primorosa, pelo cuidado, em um livro que é muito mais do que uma biografia”.
DE OUTROS TEMPOS
Em seu pronunciamento, depois de revelar o impacto que o político Nivaldo Krüger lhe causou já no primeiro contato, ocorrido poucos dias após ter se mudado de Curitiba para Guarapuava, o autor partiu para uma análise comparativa – que surpreendeu a alguns dos presentes, da “política de outros tempos”, título de seu livro, com o desastre anunciado em que se transformou a política atual no Brasil, aprofundando essa comparação com conhecidos regimes autoritários do século passado que levaram a Europa e o mundo ao desastre.
BANALIZAÇÃO DO MAL
E num diapasão crítico, nos moldes do próprio livro, fez um alerta sobre o desastre anunciado que se abate sobre o Brasil de hoje que, segundo ele, se aprofundará “se a nossa apatia, nossa inércia, nossa tolerância e resignação continuarem permitindo o avanço daquilo que Hanna Arendt chamou de “a banalização do mal”.
Encerrou dizendo esperar que seu livro possa, “modestamente, servir como um lembrete oportuno a muitos, que já esqueceram, de como deve ser o exercício correto da política, essa atividade fundamental ao ser humano”.
Fala do editor Eduardo Sganzerla, da Editora EsplendorComentário do biografado Nivaldo KrügerReitor Osmar Ambrósio de Souza destaca importância histórica da obraAutor comenta sobre o caminho traçado para obter as informações contidas no livroAutor, personagem e editor, Eduardo SganzerlaAutógrafosAutor e personagem, com o artista plástico João Moro, que fez desenhos do livro, e reproduções ao fundo.Autor com a mulher e as filhas Sônia, Laís e DalvaPersonagem, autor e obraO designer do livro Marco André Medeiros