terça-feira, 5 maio, 2026
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NAUIACK LEMBRA QUE CAIXEIRO-VIAJANTE VIROU PESSOA JURÍDICA

A subida da serra na rota Paranaguá-Curitiba, roteiro de muitos caixeiros-viajantes.
A subida da serra na rota Paranaguá-Curitiba, roteiro de muitos caixeiros-viajantes.

Presidente do Sirecom, o Sindicato dos Representantes Comerciais, e do CORE, o conselho regional da categoria, o empresário Paulo César Nauiack, 59 anos, vê um conflito na função: é ele quem defende a categoria em negociações salariais, por exemplo. Mas é ele também quem julga e pune, se for o caso, os representantes comerciais. É uma tarefa ingrata, mas está na lei. No Paraná, quem preside o sindicato também preside o conselho.

FALADOR

Nauiack não é um iniciante. Ele está no segundo mandato à frente do Sirecom e presidirá o CORE até 2020. Seu segredo é dialogar. Define-se como um “falador” e vem colhendo resultados promissores para a categoria.

NOVO CICLO

Formado em Mecânica pela Escola Técnica Federal e em Administração pela Escola de Superior de Vendas do Brasil e também pela ESADE, Nauiack fez carreira como assistente técnico de campo do setor madeireiro e moveleiro, ocupando depois funções gerenciais e administrativas. Em 1986, abriu um escritório de representação comercial juntamente com a esposa, Graziela. Foi o começo de um novo ciclo que abarcaria além dos negócios, também a vida empresarial e sindical. Nauiack ocupa hoje a 2ºvice-presidência da Fecomércio e, além das atividades sindicais no Paraná, é membro do CONFERE, o Conselho Federal de Representante, e do CONAMA, o Conselho Nacional de Meio Ambiente, onde representa o comércio.

SOCIEDADE PRODUTIVA

Em um dos debates de que participou, defendeu com veemência a intervenção na área de domínio das ferrovias, uma vez que ambientalistas eram contra o uso de produtos tóxicos para combater as ervas daninhas e outras plantas que podem comprometer o tráfego ferroviário. “Defendo o Meio Ambiente na perspectiva da sociedade organizada produtiva”, afirma.

Ou seja, não adianta fingir que não existe civilização e que as necessidades do homem exigem também sacrifícios da natureza.

PROFISSIONALIZAÇÃO

Sobre a profissão de representação comercial, ele diz que a era do “caixeiro-viajante” já não existe mais. Hoje, os autônomos (pessoas físicas) representam 20% da categoria, enquanto as empresas de representação comercial (pessoa jurídica) equivalem a 80%.

“É um avanço sem volta. Antes, o quadro era o inverso”, diz.

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