sábado, 9 maio, 2026
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NÃO LINCHEM O TARADO!

Diego Ferreira de Novais, o tarado, tem problemas mentais graves.

Ninguém em plena consciência de seus atos cometeria atos obscenos em público sem fazer soar o sino da loucura.

Novais foi solto na quarta-feira (dia 30) por ejacular em uma mulher no interior de um ônibus em São Paulo. Dois dias depois voltou a assediar uma passageira, desta vez em um circular que passava pela Avenida Brigadeiro Luís Antônio na região do Jardim Paulista, Zona Sul de São Paulo.

DUAS CIRURGIAS NO CÉREBRO

Preso, ele fez um pedido: gostaria de ser atendido por um psiquiatra.

Depois de 17 passagens pela polícia em um período de apenas oito anos – Diego foi preso pela primeira vez em 2009 – enfim insinuou-se o óbvio: ele tem alguma espécie de distúrbio mental. Sua mãe, a dona de casa Iracema de Moraes, diz que ele sofreu um acidente de automóvel quando era adolescente e ficou 15 dias em coma no Hospital das Clínicas, passando “por duas cirurgias no cérebro”. Depois de recuperado, ela diz que começou a agir dessa maneira.

O primeiro ato foi de atentado ao pudor. Ele exibiu o pênis a uma mulher em um ônibus. Colecionou outros 16 casos. Nenhum deles considerado um crime, porque de fato não era.

Tratava-se de atentado ao pudor cometido por alguém que requer tratamento e talvez internação em uma clínica especializada.

MOBILIZAÇÃO

Linchá-lo como um tarado seria uma atitude de crueldade. Está claro nas imagens exibidas de Diego pela TV que ele, por razões insondáveis, não sabe bem o que faz. Há muitos por aí com o mesmo quadro – Curitiba registrou um caso em 2016. Diego ganhou notoriedade porque, ao exibir suas partes íntimas, e ejacular em uma passageira, ela gritou, o motorista fechou as portas para impedir sua fuga e os que viajavam no ônibus se mobilizaram.

ERRO E ACERTO

Preso na terça-feira (29), ele foi libertado um dia depois pelo juiz José Eugenio do Amaral Souza Neto, que acertou e errou em sua decisão.

Acertou porque não viu a possibilidade de enquadrar Novais por estupro.

Errou ao não encaminhá-lo imediatamente para uma clínica psiquiátrica, sob os cuidados da Justiça, por ser reincidente e, a julgar pela aparência e pelos modos, também insano. Tanto é que atacou novamente em um curto intervalo de tempo.

Deixá-lo solto exigirá antes um tratamento médico. Novais precisa de cuidados e o Estado lhe deve isso. Linchar um pobre coitado ou deixar que ele morra na prisão a essa altura é a última coisa que o país precisa.

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