Mansueto Almeida, Augusto Aras e ministro Alexandre Moraes
Mansueto Almeida, Augusto Aras e ministro Alexandre Moraes
Dois anos após ver o Supremo Tribunal Federal trancar a ação por supostas propinas na Máfia da Merenda, o ex-presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo Fernando Capez, do PSDB, teve seus bens bloqueados pela Justiça Federal em São Paulo , em um processo que envolve os mesmos fatos e o acusa de improbidade administrativa. Contra o tucano e outros acusados, recai uma ordem para confiscar até 24 milhões de reais. Capez foi acusado em 2018 por corrupção e lavagem de dinheiro, no âmbito da Operação Alba Branca, que desvendou um suposto esquema de desvios em contratos de pelo menos 30 municípios paulistas. O então deputado estadual era acusado de receber 1,1 milhão de reais, que teriam sido repassados a assessores de gabinete. Embora o STF tenha trancado a ação penal contra ele, o Ministério Público Federal moveu, em maio de 2020, uma ação civil contra o deputado envolvendo os mesmos fatos. Nesse tipo de processo, busca-se o ressarcimento dos cofres públicos, além de penas como a cassação de direitos políticos e perda de cargos públicos. Atualmente, Capez é diretor-executivo do Procon de São Paulo.
PF, MORAES E ARAS NA COLA DO FOGUETEIRO
Preso pela Polícia Civil do Distrito Federal após disparar rojões contra o STF, Renan da Silva Sena será investigado no inquérito sobre supostos ataques à corte. O presidente do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli, representou criminalmente contra Sena e pediu providências ao ministro Alexandre de Moraes no âmbito da investigação. Também enviou, neste domingo, 14, ofícios à Polícia Federal e ao procurador-geral Augusto Aras. O pedido de Toffoli também abrange outros eventuais integrantes do grupo que efetuou disparos de fogos de artifício contra a corte. Durante o domingo, ministros do STF se posicionaram frontalmente contra os ataques ao tribunal. Luís Roberto Barroso, em sua conta no Twitter, disse que há diferença entre “militância e bandidagem”.
O ADEUS DE MANSUETO
O secretário do Tesouro Nacional, Mansueto Almeida, comunicou ao ministro da Economia, Paulo Guedes, que vai deixar o governo federal em agosto. Segundo fontes do governo, ele vai para a iniciativa privada. A saída de Mansueto do cargo representa a primeira baixa de um integrante de peso da equipe de Paulo Guedes. Mansueto era um dos fiadores do ajuste fiscal do governo. Entre os nomes cotados para substituí-lo estão Bruno Funchal (diretor de Programa do Ministério da Economia) e Caio Megale (secretário do Desenvolvimento da Indústria, Comércio, Serviços e Inovação). Também são considerados Jefferson Bittencourt (secretário especial adjunto da Fazenda) e Priscila Santana (secretaria de Relações Financeiras Intergovernamentais).
FILME REPETIDO
Com o fechamento da Esplanada dos Ministérios por ordem do governo do Distrito Federal, manifestantes pediram “intervenção militar com Bolsonaro”, em um ato em frente ao Quartel General do Exército, no domingo, 14. O governador Ibaneis Rocha, do MDB, determinou o fechamento da Esplanada para evitar aglomerações. O decreto vale até 23 horas e 59 minutos deste domingo. No sábado, acampamentos bolsonaristas foram desmontados pela fiscalização.