
O Diretório Nacional do Partido Novo comunicou aos filiados da sigla na noite desta quarta-feira, 23, a suspensão em caráter liminar da candidatura de Filipe Sabará a prefeito de São Paulo, por decisão do Conselho de Ética da legenda. Segundo apurou Crusoé com fontes próximas à cúpula do Novo, um dos principais motivos para a decisão foram as inconsistências apresentadas pelo candidato em seu currículo. A formação acadêmica e o histórico profissional de potenciais candidatos da sigla são itens considerados fundamentais pelo Novo durante o famoso “processo seletivo” da legenda. Mas Sabará parece não ter tido o zelo exigido aos aspirantes a cargos eletivos, que independe de agremiações as quais pertençam, na hora de expor ao público suas informações pessoais. Há dias, Crusoé identificou uma série de incongruências no perfil profissional do candidato publicado na rede LinkedIn, apuração que inclusive levou Sabará a tirar do ar informações que constavam de sua página no último domingo.
2 – Witzel à beira da cassação: 69×0. Em uma sessão de pouco mais de seis horas de duração, o plenário da Assembleia Legislativa do Rio aprovou na noite desta quarta-feira, 23, a continuidade do processo de impeachment contra o governador afastado Wilson Witzel, acusado de participar de um esquema de corrupção na área da Saúde. A derrota do ex-juiz foi chancelada pelos 69 parlamentares presentes. Apenas o deputado João Peixoto, que está internado com Covid-19, não compareceu. O placar acachapante, que uniu do PSL ao PT, passando pelo Novo, repete os últimos reveses de Witzel na Assembleia — todas as decisões no processo de impedimento foram unânimes. Além disso, mostra que muito dificilmente o ex-juiz escapará da cassação. Nem mesmo o PSC, partido do governador afastado, se pronunciou em sua defesa durante a sessão desta quarta-feira. No plenário, os deputados avalizaram o projeto de resolução baseado no parecer de Rodrigo Bacellar, do Solidariedade, relator da denúncia na comissão de impeachment. O parlamentar entendeu que há indícios de que o governador afastado cometeu crime de responsabilidade em diferentes ocasiões.
3 – A volta de Suassuna. Apontado pelo Ministério Público como o “padrinho da corrupção” da Paraíba, Ney Suassuna, do Republicanos, vai voltar ao Senado e reforçar a base de apoio ao presidente Jair Bolsonaro . Suplente de Veneziano Vital do Rêgo, que deixa a casa para participar da campanha de aliados nas eleições municipais, Suassuna é denunciado nas operações Lava Jato e Calvário – esta última, investiga desvios em contratos na Paraíba. A licença foi aprovada nesta quarta-feira, 23, pelo Senado, e se estende oficialmente até o dia 21 de janeiro. Veneziano Vital do Rêgo pertence ao PSB e faz oposição ao governo Bolsonaro. Com a sua saída, o presidente passa a ter mais um apoiador na casa, já que Suassuna é filiado ao Republicanos, antigo PRB, legenda que abriga, por exemplo, o prefeito Marcelo Crivella, o vereador Carlos Bolsonaro e o senador Flávio Bolsonaro.
4 -Troca na OAB expõe racha. O presidente nacional da OAB, Felipe Santa Cruz, promoveu uma acentuada mudança de perfil no comando da Comissão de Direito Ambiental da entidade. Em um momento em que a política ambiental do governo federal está sob crítica cerrada aqui e no exterior, entra uma apoiadora de Jair Bolsonaro e sai uma opositora contumaz das medidas do presidente para o setor. A troca suscitou críticas internas. A saída da advogada e ambientalista Marina Gadelha foi motivada por discordâncias com a postura da OAB em relação à área ambiental do governo – ela defendia, por exemplo, que a entidade entrasse como parte interessada em uma ação de improbidade administrativa contra o ministro Ricardo Salles. Em uma carta distribuída a colegas, Marina Gadelha se queixou abertamente da gestão de Felipe Santa Cruz.
