O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, avalia fazer, no início da sessão plenária desta terça-feira, 26, um pronunciamento em desagravo ao ministro Celso de Mello, decano do Supremo Tribunal Federal. Relator do inquérito que apura suposta interferência de Jair Bolsonaro na Polícia Federal, o ministro vem sendo alvo de ataques e críticas de apoiadores do presidente e até de ministros do governo. Apesar de avaliar o pronunciamento, segundo aliados, Maia não deve pautar, pelo menos por hora, os recentes requerimentos de convocação do ministro do Gabinete de Segurança Institucional, general Augusto Heleno. Deputados da oposição querem que Heleno explique, no plenário, a nota em que afirmou que uma eventual apreensão do celular pessoal de Bolsonaro ” poderá ter consequências imprevisíveis para a estabilidade nacional”.
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Marinho e o sigilo

O ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal, impôs sigilo aos depoimentos do empresário Paulo Marinho e de Michel Grillo, chefe de gabinete do senador Flávio Bolsonaro. A decisão acolhe pedido da Polícia Federal, no âmbito de inquérito que investiga interferência política do presidente Jair Bolsonaro na PF. A oitiva de Marinho deve ocorrer na PF do Rio às 9h desta terça-feira, 26. Grillo será ouvido na quarta-feira, 27, às 15h, na Superintendência de Brasília. O empresário prestou depoimento em outro inquérito, na semana passada, que apura suposto vazamento da Operação Furna da Onça.
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O “arroubo” do BB

O presidente do Banco do Brasil, Rubem Novaes, chamou de “força da expressão” e “arroubo de retórica” a declaração dele na reunião ministerial de 22 de abril chamando o Tribunal de Contas da União de “usina de terror”. “A frase foi força de expressão usada numa reunião privada. Um ‘arroubo de retórica’, nos dizeres do ministro Marco Aurélio (do STF). Prezo pelo meu bom relacionamento com o TCU”, afirmou Novaes a Crusoé. A explicação foi enviada pelo dirigente na noite desta segunda-feira, 25, após Crusoé noticiar que integrantes do tribunal cobraram do ministro da Economia, Paulo Guedes, a demissão de Novaes.
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Na contramão.
O Ministério da Saúde informou nesta segunda-feira, 25, que manterá o protocolo que orienta o uso de cloroquina e hidroxicloroquina no tratamento de pacientes diagnosticados com o novo coronavírus desde os primeiros sintomas, apesar de a Organização Mundial da Saúde ter decidido suspender de forma temporária a condução de ensaios clínicos com os medicamentos contra a doença devido aos riscos.
A secretária de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde, Mayra Isabel Correia Pinheiro, declarou que os integrantes da pasta estão “muito tranquilos e muito serenos”.
(Revista Crusoé)
