quinta-feira, 23 julho, 2026
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NACIONAIS: HORA DE SUBMERGIR

 

Sergio Moro, Carla Zambelli e Augusto Aras

Em mais um movimento para distensionar a relação com o Judiciário, aliados de Jair Bolsonaro tentam convencê-lo a parar de ir às manifestações de rua em defesa do presidente e de seu governo realizadas geralmente aos domingos em Brasília. A avaliação é que a presença de Bolsonaro será sempre um motivo para provocar tensionamento com os outros poderes. Nos protestos, manifestantes costumam empunhar faixas e gritar palavras contra o Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal. Aliados ponderaram ainda que as manifestações podem ser um “tiro no pé”. “Esses protestos estão cada dia mais vazios e quando ele realmente precisar não vai ter ninguém”, avaliou a Crusoé um aliado de Bolsonaro com trânsito livre nos palácios do Planalto e da Alvorada.

 

  1. As armas de Bolsonaro

O presidente Jair Bolsonaro conversou com atiradores e colecionadores de armas no Palácio da Alvorada e prometeu ao grupo nesta quinta-feira, 4, que fará mudanças na lei que rege o tema ainda nesta semana. O grupo cobrou do presidente alterações legais e Bolsonaro avisou que “até amanhã, haverá novidades”. “Dá para melhorar mais ainda, tinha problemas na Justiça que eu nem sabia, boicotaram”, afirmou o presidente. Esta semana, ele criticou Sergio Moro por conta da atuação ex-ministro da Justiça na flexibilização da legislação de armas.

 

  1. Aras investiga mensagens de Zambelli

O procurador-geral da República, Augusto Aras, decidiu abrir uma notícia de fato – procedimento preliminar de investigação – sobre a troca de mensagens entre a deputada federal Carla Zambelli, do PSL, e o ex-ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro. Na troca de mensagens, a parlamentar tenta convencer Moro a aceitar a indicação do diretor-geral da Abin, Alexandre Ramagem. “Por favor, ministro, aceite o Ramagem. E vá para o STF em setembro”, disse Zambelli. Moro respondeu: “Prezada, não estou à venda”. Em parecer sobre o pedido, Aras afirmou que “instaurou ‘notícia de fato’ destinada à averiguação preliminar dos fatos relatados”. “Na eventualidade de serem reunidos indícios robustos de possível prática de ilícitos, serão adotadas as medidas legalmente cabíveis”, informou Aras ao ministro do STF Celso de Mello.

 

  1. Recorde sobre recorde

Pela segunda vez consecutiva, o Brasil bateu recorde diário de mortes provocadas pelo novo coronavírus. O Ministério da Saúde informou nesta quarta-feira, 3, que contabilizou 1.349 óbitos decorrentes da pandemia ao longo das últimas 24 horas, elevando o total a 32.548. De acordo com a pasta, 408 fatalidades aconteceram nos últimos três dias. Além disso, há 4.115 mortes em investigação por suspeita.

(Revista Crusoé)

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