
Morreu neste dia 26, Roberto Antonio Gaida. Por anos seguidos, no Rio de Janeiro, o curitibano, 79, foi um publicitário diferenciado, trabalhando quase sempre em veículos da mídia impressa. Passou por O Globo, Gazeta Mercantil, Diários Associados, revista Manchete, Fatos & Fotos…Tendo também atuado no departamento comercial de emissoras de TV, como a CNT, no Rio. Impossível era alguém ficar distante do carisma de Gaida, natural do Ahú de Baixo, Rua Francisco Scremin, ex-aluno do Colégio Estadual do Paraná.
Passou a infância e os primeiros anos do período da mocidade na sua cidade natal, até que se mudaria, em 1965, para o Rio, onde casou com Leni e teve dois filhos – Ricardo, publicitário, como ele; e Gabriela, advogada trabalhista. Neto de um ex-oficial do Exército polonês que emigrara para o Brasil no começo do século 20, descendia por lado materno de família italiana de larga tradição no bairro, os Bruzamolin.
Um dos orgulhos sempre expostos por Gaida era o de ter servido, em 1960, anos da fundação de Brasília, no Batalhão da Guarda Presidencial, naqueles tempos composto basicamente de tropa oriunda dos estados do Sul. Bem informado, por gosto e por necessidade profissional, ele tinha entre jornalistas bons amigos. Um breve tempo, nos anos 1980, voltou a Curitiba (com a missão de dar atenções ao pai, doente).
Aqui foi trabalhar, a meu convite no Diário Indústria&Comércio, com Odone Fortes Martins. Sua ação foi um sucessão, o jornal ganhou em poucas semanas uma relação de novos e bons clientes. Ele não brincava em serviço e tinha, na verdade, algumas marcas dos publicitários da Gazeta Mercantil, por onde passara. No começo dos 1990, Gaida foi convidado por Cláudio Lachini para assumir a área publicitária da Gazeta Mercantil no Paraná, trabalho que envolveu-o muito.
Nos meados dos 1990 voltou ao Rio e nunca mais saiu de lá, espalhando seu charme de excelente vendedor de publicidade a qual apresentava, sempre, como um grande investimento para o cliente. “Jamais despesa”, dizia.
Paz e Bem, Gaida, companheiro de minha mocidade e, depois, nos meu tempo de jornalista no Diário de Notícias, do Rio, inseparável parceiro nos jogos de boliche e de cinemas de arte.
