quarta-feira, 13 maio, 2026
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Morreu Roberto Antonio Gaida, mestre em conquistar amigos

Registro enviado por Gaida em 2020, na ocasião do aniversário de 80 anos de Aroldo Murá

Morreu neste dia 26, Roberto Antonio Gaida. Por anos seguidos, no Rio de Janeiro, o curitibano, 79, foi um publicitário diferenciado, trabalhando quase sempre em veículos da mídia impressa. Passou por O Globo, Gazeta Mercantil, Diários Associados, revista Manchete, Fatos & Fotos…Tendo também atuado no departamento comercial de emissoras de TV, como a CNT, no Rio. Impossível era alguém ficar distante do carisma de Gaida, natural do Ahú de Baixo, Rua Francisco Scremin, ex-aluno do Colégio Estadual do Paraná.

Passou a infância e os primeiros anos do período da mocidade na sua cidade natal, até que se mudaria, em 1965, para o Rio, onde casou com Leni e teve dois filhos – Ricardo, publicitário, como ele; e Gabriela, advogada trabalhista.  Neto de um ex-oficial do Exército polonês que emigrara para o Brasil no começo do século 20, descendia por lado materno de família italiana de larga tradição no bairro, os Bruzamolin.

Um dos orgulhos sempre expostos por Gaida era o de ter servido, em 1960, anos da fundação de Brasília, no Batalhão da Guarda Presidencial, naqueles tempos composto basicamente de tropa oriunda dos estados do Sul. Bem informado, por gosto e por necessidade profissional, ele tinha entre jornalistas bons amigos. Um breve tempo, nos anos 1980, voltou a Curitiba (com a missão de dar atenções ao pai, doente).

Aqui foi trabalhar, a meu convite no Diário Indústria&Comércio, com Odone Fortes Martins. Sua ação foi um sucessão, o jornal ganhou em poucas semanas uma relação de novos e bons clientes. Ele não brincava em serviço e tinha, na verdade, algumas marcas dos publicitários da Gazeta Mercantil, por onde passara. No começo dos 1990, Gaida foi convidado por Cláudio Lachini para assumir a área publicitária da Gazeta Mercantil no Paraná, trabalho que envolveu-o muito.

Nos meados dos 1990 voltou ao Rio e nunca mais saiu de lá, espalhando seu charme de excelente vendedor de publicidade a qual apresentava, sempre, como um grande investimento para o cliente. “Jamais despesa”, dizia.

Paz e Bem, Gaida, companheiro de minha mocidade e, depois, nos meu tempo de jornalista no Diário de Notícias, do Rio, inseparável parceiro nos jogos de boliche e de cinemas de arte.

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