
Curitibanos com 60 anos ou mais, certamente lembram quando os pais, na década de 1960, reuniam a família e amigos para o piquenique domingueiro às margens do Lago Azul, da família Segalla, no Umbará. Os cerca de 20 quilômetros entre o centro e o destino exigiam quase duas horas de viagem a bordo dos DKW, Simca, Dauphine, Rural Willys ou demais carros então fabricados no país, prontos para circular pelas ruas sem pavimento, precárias. Ônibus, só duas vezes por dia. A viagem levava à paradisíaca paisagem com direito a piquenique à base de frango assado, farofa, sanduíches, saladas e capilé, seguido de um mergulho no lago de águas límpidas. A região carecia de um bom restaurante.
RENASCIMENTO
O tempo passou, a família de origem italiana desapareceu e a propriedade ficou abandonada nos anos 1980, com as águas do lago totalmente poluídas. Restou apenas a velha casa mista de madeira e alvenaria, que conta um pouco da história do bairro originalmente colonizado por italianos e poloneses. Só em 2007 a Prefeitura de Curitiba adquiriu a propriedade, revitalizada nos dois anos seguintes e transformada em parque público. O Parque Lago Azul funciona de segunda-feira a domingo, sempre das 7h às 19h.
CASA TÍPICA É BISTRÔ
A casa, revitalizada, virou bistrô, atualmente administrada pela URBS. Às segundas-feiras abre para almoço, das 11h às 14h; de terça a sexta-feira, das 11h às 18h; sábados e domingos, das 11h às 19h. O ambiente, com 595 metros quadrados, é formado por três salas com 10 mesas e cadeiras de época, fotos antigas penduradas na parede que retratam o Lago Azul nos anos 1960, além de objetos de decoração, como um velho rádio a válvula e um telefone à manivela.
Na varanda e no pátio externo, mais mesas totalmente ocupadas nos fins de semana por famílias inteiras em busca do sabor da alcatra servida pelos concessionários que exploram o bistrô e que serve até quatro pessoas, com acompanhamento. Nos dias úteis, comerciários e moradores da região degustam pratos executivos e o serviço de buffet. Nos fins de semana convém reservar mesas pelo telefone 3348.6233.
INFRA-ESTRUTURA
O atual Parque do Lago Azul, além do bistrô e o caramanchão na área externa, com 355 metros quadrados que é ponto de encontro de grupos da Terceira Idade, dispõe ainda de decks, pistas para caminhada, canchas esportivas, aparelhos para exercícios físicos e posto da Guarda Municipal. Endereço pouco conhecido, mas que vale um agradável passeio, tem acesso pela Rua Colomba Merlim, 831, que é transversal da Rua Nicola Pellanda.
Como chegar de carro – o caminho mais rápido é pelas avenidas Visconde de Guarapuava, República Argentina até o Terminal Pinheirinho. A partir daí, seguir pela Avenida Winston Churchill, Rua Marechal Otávio Saldanha Mazza, Alameda Nossa Senhora do Sagrado Coração, Rua Nicola Pellanda, daí dobrando à esquerda na Rua Colomba Merlim. O parque fica na altura do número 831, identificado pelo portal de madeira.
Como chegar de ônibus – A partir do centro, embarque na Rua Lourenço Pinto no Ligeirão Pinheirinho/Carlos Gomes (Linha Verde). Desembarque no Terminal Pinheirinho e prossiga viagem nas linhas alimentadoras Ganchinho ou Umbará. Ambas seguem pela Rua Nicola Pellanda. O ponto para desembarque fica no entroncamento com a Rua Colomba Merlim. A partir dali, a distância até o parque, a pé, é de aproximadamente 250 metros.
