sábado, 9 maio, 2026
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MAZZA: A ROTINA DE UM PERSONAGEM ÚNICO

Luiz Geraldo Mazza: um baú de memórias e “acontecências”
Luiz Geraldo Mazza: um baú de memórias e “acontecências”

O jornalista Luiz Geraldo Mazza, 86 anos, obedece a uma rotina diária.

Segue de manhã para a CBN Curitiba, onde há muito faz comentários no horário nobre da rádio, das 9 às 11. Deixa a emissora por volta das 11h30, almoça, faz dois ou três telefonemas e segue para a redação da Folha de Londrina, no bairro Mercês, onde trabalha desde 1992. De lá, faz entradas ao vivo na programação vespertina da CBN. Em períodos de turbulência política ou de eleições, ele é mais acionado. Se a emissora carece da opinião embasada do cronista de inconfundível voz nasalada, ele está de prontidão.

No fim da tarde, Mazza desliga o computador, com quem já andou às turras, e segue para o Bar Lusitano, onde fala sobre o que mais gosta: tudo. Ele é modesto quando se refere à leitura. Diz que foi um ledor de ocasião, não um obstinado como era o falecido Carlos Alberto Pessôa, o Nego (“que Deus o tenha”).

ENCONTROS DO ARAGUAIA

Às 20h30 está em casa, infalivelmente. Pronto para assistir o Jornal Nacional na TV, atender telefonemas de última hora e esquentar os pés para o sono breve. Mazza é o entrevistado do livro “Encontros do Araguaia, Paranaenses que fizeram o século 20” nesta quarta-feira, 30.

A obra, de ambição comprovada, é um painel histórico do Paraná no século XX, contado por seus principais personagens.

Organizado por este jornalista, o livro já coleciona dez depoimentos colhidos desde dezembro do ano passado em longas horas de gravação.

Passaram pela banca de entrevistados Alvaro Dias, Euclides Scalco, Francisco Borsari Neto, Jaime Lerner, René Dotti, Osmar Dias, Oscar Alves, Maurício Schulmann, João Elísio Ferraz de Campos e Paulo Pimentel. Mazza é o 11º, como a fechar a escalação de um escrete invejável.

SEMPRE O IMPONDERÁVEL

Para entrevistá-lo convocou-se também um time seleto – todos jornalistas. Giselle Hishida, Gladimir Nascimento, Dante Mendonça, Maí Nascimento, Vinícius Sgarbe, André Nunes, o advogado e apresentador do “Jogo do Poder” na CNT, Luiz Carlos da Rocha, o editor do futuro livro, Marcus Vinicius Gomes, a fotógrafa Annelize Tozetto e mais este colunista.

A conversa está marcada para ter início às 15 horas sem hora para acabar. Quem conhece Luiz Geraldo Mazza, sabe que ele pode levar a entrevista para a prorrogação e, se for necessário, para as penalidades sempre imponderáveis.

Quem dera o Paraná (e o Brasil) pudesse ser deslindado nas simples regras do futebol. De qualquer maneira sempre há de ser, na expressão de Mazza, “uma experiência fantástica”.

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