
Não é segredo, mas pouco se fala dos homens que estão garantindo as campanhas dos principais candidatos a prefeito de Curitiba. São os marquetólogos, aqueles especialistas em comunicação de massa e com grande sensibilidade para a opinião do eleitorado, suas necessidades, suas reações, seus sentimentos.
Dos marquetólogos – “são espécie de João Santana municipal”, brinca um veterano jornalista sobre esses profissionais que mostram suas garras em eleições -, pode-se esperar esforços ingentes, soluções às vezes mágicas.
Eles podem até fazer mágica, mas não podem subestimar o discernimento do eleitor curitibano, exigente, inteligente, ranheta.
VÍTOLA
O Marquetólogo de Gustavo Fruet é Paulinho Vítola, publicitário, poeta, excelente redator, autor teatral, compositor musical. Atua há muitos anos no ramo. Foi marquetólogo de Lerner numa campanha, a de 1985, quando Jaime perdeu para Requião. Depois, trabalhou para Maurício Fruet, em 1988, contra Lerner, que foi eleito prefeito na célebre Campanha dos 12 dias.
Os jingles de Vítola são de primeira qualidade, lembram os que têm boa memória de campanhas políticas.
MARIA VICTORIA
Maria Victoria, que faz um enorme aprendizado eleitoral, coisa de quem, como ela, sendo muito jovem, pode fazer, o marquetólogo é o jornalista Alexandre Teixeira, com larga experiência nos bastidores da política.
RAFAEL
De Rafael Greca o marqueteiro é Marcello Cattani, jornalista e publicitário, que dirigiu a Fundação Cultural de Curitiba e foi secretário de Imprensa de Beto Richa na Prefeitura e depois secretário de Comunicação Social do atual Governo estadual.
Marcelo atuou por anos na Master Comunicação, de Antonio de Freitas.
LEPREVOST
Ney Leprevost conta com pelo menos um marqueteiro que se ufana de ter carreira internacional, tendo sido na Argentina – segundo assim se apresenta – o homem de marketing do atual presidente Macri. Seu nome é Jorge Germa.
Ele atua, com Paulo Garmatter, na campanha de Ney Leprevost. Um dos segredos bem guardados de campanhas eleitorais é o da remuneração dos marquetólogos. Mais bem guardados agora, em tempos de Lava Jato e depois da prisão do casal João Santana e Mônica.
