quinta-feira, 22 outubro, 2026
HomeSaúde e bem-estarMães que não dormem bem sofrem mais de depressão

Mães que não dormem bem sofrem mais de depressão

Assessoria – A saúde e o bem-estar infantil vêm ganhando novos contornos no Brasil com a consolidação de abordagens integrativas que unem dois pilares determinantes do desenvolvimento humano: a nutrição e a ciência do sono. Pesquisas mostram inclusive o impacto da privação do sono na saúde mental de mães.

Uma Revisão Sistemática Global publicada pela revista PubMed em março de 2025, bem como um Estudo Longitudinal trazido pela Scientific Reports, que analisou 14 países, mostraram resultados semelhantes: a insônia materna e a restrição de sono estão diretamente relacionadas ao surgimento de sintomas depressivos e de ansiedade. O tempo que o bebê passa acordado durante a noite aos 12 meses foi um forte indicador para saber se aquela mãe estaria deprimida quando a criança completasse 2 anos. Além disso, os estudos mostram que intervenções para melhorar a qualidade do sono da mãe trazem resultados muito positivos no quadro físico e mental de toda a família.

Com base em dados como esses, a Sweet Baby é uma consultoria nascida em Curitiba, com atendimento remoto, que ajuda famílias de todo o Brasil e até em outros países a partir de estudos científicos de sua fundadora, Denise Johnsson, e de muita prática. São mais de 25 anos de dedicação ao universo materno-infantil para redefinir a qualidade de vida das famílias, sendo 20 anos como nutricionista clínica no Hospital de Clínicas de Curitiba e mestrado em Medicina Interna.

A proposta nasce de uma constatação fundamentada tanto na prática clínica quanto em evidências científicas: embora a nutrição seja amplamente reconhecida por seu impacto metabólico e preventivo, o sono adequado desempenha um papel ainda mais profundo na consolidação neurológica, na regulação emocional e no bem-estar físico de bebês e crianças. A partir dessa base, a consultoria Sweet Baby oferece cursos e atendimento personalizado para garantir um sono saudável e disciplinado.

Um dos pilares da Sweet Baby é combater a cultura que naturaliza o sofrimento e a exaustão materna. Práticas como a dependência excessiva dos pais durante a madrugada, choro prolongado no momento de ir para a cama e resistência para dormir são frequentemente tratadas como inevitáveis, quando, na verdade, são reflexos de padrões consolidados que podem ser identificados e corrigidos.

“É preciso desmistificar a ideia de que a privação de sono é uma etapa normal da maternidade. O discurso de que ‘é preciso aproveitar enquanto está grávida, pois depois não se dorme mais’ não deve ser encarado como uma fatalidade. Toda criança pode e deve dormir bem. Quando há dificuldades, existem motivos subjacentes que podem ser identificados e corrigidos, muitas vezes por meio de ajustes simples que transformam a rotina familiar”, enfatiza Denise.

A evolução da nutrição para a ciência do sono

Segundo a especialista, a saúde é um conceito multidimensional apoiado em três vértices essenciais: alimentação, sono e atividade física. Na infância, fase de intensa plasticidade cerebral e crescimento acelerado, a consolidação de hábitos saudáveis previne enfermidades e estabelece padrões comportamentais que se estendem até a vida adulta.

A metodologia gentil e respeitosa trazida pela Sweet Baby é adaptada à realidade da criação de filhos no Brasil, como alternativa aos métodos tradicionais que por muitos anos foram utilizados, trazidos dos EUA e Europa, que envolvem períodos de choro da criança desatendida.

“Isso não se encaixa com a criação brasileira. A forma com que trabalho envolve muito carinho e respeito. Quando estudamos neurociência, entendemos que esses métodos podem gerar traumas. E é importante lembrar que estamos ensinando a criança a dormir, e quando se envolve carinho no processo, o resultado é duradouro, pois envolve a relação com o sono. O hábito de gostar de dormir cedo, no seu próprio quarto e a noite toda será nutrido para sempre.”

Da exaustão pessoal à solução científica: o nascimento da metodologia

A transição de Denise para o universo do sono infantil não foi apenas um movimento acadêmico, mas uma jornada pessoal de superação. Ao enfrentar severos desafios com o descanso de sua primeira filha, Isabela — que só passou a dormir a noite toda aos três anos de idade —, ela viveu na pele o esgotamento físico e emocional que afeta milhares de mães.

A virada de chave ocorreu com o nascimento de sua segunda filha, Manuela. Diante dos primeiros sinais de resistência e despertares frequentes, a profissional decidiu buscar na literatura científica respostas definitivas e métodos estruturados.

“Com minha primogênita, Isabela, vivi um desgaste físico e emocional profundo. Quando a Manuela nasceu e começou a apresentar os mesmos desafios desde os primeiros dias, decidi buscar soluções embasadas em estudos científicos. A aplicação prática desse conhecimento transformou nossa realidade: a Manuela já dormia a noite toda aos seis meses. Isso trouxe um impacto positivo imediato para toda a família”, revela a especialista.

O sucesso da experiência familiar provou que o sono de qualidade não depende de sorte, mas de técnicas adequadas, previsibilidade e organização da rotina.

Desmistificando a privação de sono na maternidade

Além dos ganhos diretos para o neurodesenvolvimento da criança, a metodologia desenvolvida por Denise coloca a saúde mental da mulher no centro do processo. A previsibilidade da rotina noturna permite que as mães recuperem seu espaço pessoal, previnam quadros de ansiedade e sobrecarga, e fortaleçam os laços familiares e conjugais.

“Ao garantir que a criança durma cedo e sem resistência, abri espaço para dedicar atenção à minha filha mais velha, fortalecer o relacionamento com meu esposo e preservar a minha própria saúde. Uma rotina de sono organizada torna a maternidade mais leve, previsível e produtiva. O descanso adequado é essencial para a regulação emocional e protege a saúde mental de todos”, conclui a fundadora da Sweet Baby.

Leia Também

Leia Também