Despertado pela entrevista do prefeito João Dória, na TV Cultura de segunda, 10, quando anunciou a contratação de Jaime Lerner para requalificar o Centro da Capital paulista, telefonei na terça, 11, para o urbanista (que estava na Espanha) e dele ouvi, respondendo à minha indagação:
– Sim, o Centro de São Paulo tem salvação. Especialmente enquanto todos ajudarem e houver projeto que contemple cenários que a maioria dos paulistanos ache bons para a cidade.
MOBILIDADE
Além da enunciação otimista – uma característica de Lerner, o que não inclui, neste caso, muitos detalhes do futuro projeto -, fiquei com uma certeza: a primeira grande preocupação do futuro trabalho do urbanista será com a mobilidade no Centro paulistano.
Garantiu-me que um de seus alvos é implantar um sistema de transporte exclusivo para o Centro paulistano. Um novo “Ligeirinho”? Ou “jardineiras”? Ônibus tipo Circular?
Não entrou em detalhes.
MINHOCÃO
Mas me garantiu Lerner, isto sim, que está de olho no Minhocão. Quer transformá-lo no principal ponto de encontro do Centro, sem, no entanto, entrar em detalhes.
Um apaixonado pelo Centro de São Paulo, com seus pontos referenciais, que frequenta desde sempre, Lerner deitará seu olhar de forma preferencial sobre endereços que são partes da própria alma da cidade, como a Pinacoteca, o Auditório São Paulo, o Museu da Língua Portuguesa e a Praça (Estação) da Luz…
Claro que esse olhar do mago urbanista passa também por áreas hoje degradadas, como a da Praça da República.
O urbanista não deve estar esquecendo a magia de alguns outros marcos do Centro, como a esquina da Ipiranga com São João, onde, impávido, reina o Bar da Brahma, isso sem contar o Largo de São Bento, histórico, dominado pelo majestoso Mosteiro de São Bento e a garantia que oferece de espaço único para a audiência do Canto Gregoriano.



