
Do Diário do Poder
A Polícia Federal entregou, na tarde desta quinta-feira (14), cerca 100 obras de arte ao Museu Oscar Niemeyer (MON), em Curitiba. As obras foram apreendidas na última terça-feira (12), em endereços ligados aos filhos do ex-senador e ex-ministro de Minas e Energia nos governos petistas Edison Lobão, durante a deflagração da 79ª fase da Operação Lava Jato, denominada Vernissage, que cumpriu onze mandados de busca e apreensão em cinco cidades do Brasil.
Foram identificadas peças de diversos artistas plásticos brasileiros de renome internacional como Adriana Varejão, Alfredo Volpi, Anna Bella Geiger, Beatriz Milhazes, Lygia Clark, Iberê Camargo, Mariana Palma, Renê Machado, Sandra Cinto, Vik Muniz, entre outros.
LAUDO PERICIAL
Segundo a PF, as obras ainda passarão por um laudo pericial que vai atestar a originalidade, bem como as condições atuais de cada uma delas.
O lote se soma a outros 230 trabalhos que já haviam sido destinados ao museu em fases anteriores da Lava Jato. Entre as obras apreendidas, 31 fazem parte da exposição Luz = Matéria, em cartaz atualmente no MON. (Com informações da Agência Brasil)
DEZENAS DE MILHÕES DE R$
A Coluna tentou nesta sexta, 15, contato com o MON, para obter uma avaliação preliminar de valores das obras de arte encaminhadas pela PF. Não conseguiu contato.
Mas pela simples leitura dos nomes dos artistas que assinam os quadros, o que se pode garantir é que a doação significa algumas dezenas de milhões de reais. Afinal, Bolpi, Ligia Clark, Vik Muniz, Iberê Camargo – entre outros – não são “glórias municipais”.
São aristas com reconhecimento e valorização internacionais. Salve a PF! salve o MON.

