domingo, 22 fevereiro, 2026
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Laurentino vendeu 2 milhões de livros (II – final)

(continuação)

Escritor Alberto da Costa e Silva
Escritor Alberto da Costa e Silva

Ainda no café da manhã que o escritor Laurentino Gomes teve quarta-feira passada com membros da Academia Paranaense de Letras (APL), ele revelou – além dos 2 milhões de exemplares de seus livros, que vendeu até agora – também o seu novo projeto: vai destrinchar a questão do tráfico de escravos da África para as Américas. Tudo com vistas a uma trilogia de livros.

O trabalho mostrará o início do tráfico; seu ápice, nos 1700; e a decadência, com a consequente abolição da escravatura em 1888.

2 – FORA DO BRASIL

O projeto é ambicioso. Deverá, por exemplo, fazer com que viva por um tempo fora do Brasil.

Alguns países estão já dados como essenciais para a pesquisa, obrigando o jornalista a viver neles por alguns meses. É o caso dos Estados Unidos: deverá residir por um tempo em Louisiana, onde, pesquisando no maior centro mundial de documentação sobre a escravatura africana, colherá boa parte da matéria essencial sobre a nova trilogia. Portugal e África já estão igualmente no roteiro de pesquisas ‘in loco’ que Laurentino enfrentará, de 2015 a 2018. O trabalho poderá se estender, admite, até 2021, quando acompanhará o lançamento dos livros.

3 -COSTA E SILVA

Antes de dar os passos iniciais rumo à nova trilogia, o escritor-pesquisador consultou a maior autoridade brasileira em temas africanos, o acadêmico da Academia Brasileira de Letras, o diplomata Alberto Costa e Silva, que foi incisivo: para uma ampla pesquisa, Laurentino deveria consultar mais ou menos 900 livros, nem todos em português, nem sempre encontráveis no Brasil. Mas admitiu que a pesquisa do jornalista compreenda apenas 300 obras essenciais, muitos deles sendo livros – repetiu – encontráveis só fora do Brasil.

Laurentino, que é moço, admite ter outros alvos de trabalho pela frente.

E também admitiu a possibilidade de voltar a morar em Curitiba, depois desse amplo périplo de pesquisas e escritos.

Leia também: Laurentino tem 2 milhões de livros vendidos-(I)

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