domingo, 22 fevereiro, 2026
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Laurentino tem 2 milhões de livros vendidos-(I)

Laurentino Gomes. (Foto: Alexandre Battibugli)
Laurentino Gomes. (Foto: Alexandre Battibugli)

O jornalista Laurentino Gomes, autêntico “pé vermelho” que fez carreira na reportagem do jornal “O Estado do Paraná” – anos 1970/80 – é um dos poucos brasileiros que podem viver (e bem) exclusivamente de direitos autorais.

Desde que começou, há 15 anos, a pesquisar História do Brasil e a escrever a trilogia que o lançou nacionalmente – ‘1808, 1822 e 1889’, livros que resumem páginas da nossa história, com a chegada da família Imperial, a Independência e o período que antecedeu à Proclamação da República – nunca mais deixou de ter suas obras entre as mais vendidas no país, Portugal e África. Virou um ‘case de sucesso”, raridade no nosso mundo editorial, posição que tem como parceiro outro fenômeno (este mais amplo, porque traduzido para o mundo todo), Paulo Coelho.

2 –OS INCOMODADOS

O sucesso de Laurentino, no entanto, incomodou e incomoda muita gente: de um lado, coleguinhas dos meios de comunicação, que sofrem de “invídia” a qualquer um da área que faça sucesso; de outro, passou o jornalista-historiador a provocar a ciumeira de ‘scholars’, acadêmicos, em boa parte acomodados na feitura de seus ‘papers’ e aulas ‘sapienciais’ em universidades, mas que dificilmente publicam algo aceitável pelo público e mesmo pela academia.

Paulo Coelho
Paulo Coelho

3 – PRÓXIMA TRILOGIA

Afeiçoado a seus colegas acadêmicos da Academia Paranaense de Letras (APL), Laurentino Gomes veio visitá-los semana passada, mais ou menos de improviso. Saiu de sua Itu, SP, onde mora, e passou a manhã tomando café com os nossos imortais. Fez revelações preciosas. Uma delas: sua próxima meta é escrever uma nova trilogia, voltada ao tráfico de escravos da África, hediondo comércio que transplantou para as Américas pelo menos 10 milhões de negros. Para o Brasil vieram 4,8 milhões, avaliou Laurentino, segundo conta à coluna o escritor e jornalista Ernani Buchmann, vice-presidente da APL.

(SEGUE na próxima edição)

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