
O Brasil tem seis meses para realizar reformas para equilibrar as contas públicas. Caso isso não ocorra, o preço do dólar, os juros e a inflação vão subir e o país perderá a credibilidade perante os investidores. A previsão é da economista-chefe para o Brasil do banco Credit Suisse, Solange Srour.
“Se nada for feito em relação à consolidação fiscal, e se a gente flertar com a quebra do teto de gastos, teremos aumento do dólar, da inflação e dos juros. É possível que os políticos não façam nada e mesmo assim a situação econômica melhorar? Sempre é possível, se o cenário internacional estiver muito favorável. Hoje o cenário internacional é favorável, mas o investidor vai saber diferenciar países emergentes que fizeram o dever de casa daqueles que não fizeram.”
Solange afirma que a prioridade do governo deve ser aprovar a PEC Emergencial, que cria vários mecanismos para reduzir salários de servidores e outras despesas em caso de crise fiscal, e a reforma administrativa. Para a economista, a reforma administrativa precisa afetar os servidores públicos atuais para uma redução significativa das despesas públicas.
(fonte: UOL)
