segunda-feira, 11 maio, 2026
HomeMemorialJORNALISTA GUILHERME VOITCH ESTREIA BLOG NO SITE DE VEJA

JORNALISTA GUILHERME VOITCH ESTREIA BLOG NO SITE DE VEJA

Jornalistas Guilherme Woitch, Cláudia Trevisan, Paola de Orte e Estelita Carazzai
Jornalistas Guilherme Woitch, Cláudia Trevisan, Paola de Orte e Estelita Carazzai

A revista “Veja” que, em outros tempos, manteve sucursais em Curitiba e editou a “Vejinha” do Paraná – soçobraram apenas a Veja SP e a Rio – agora abre espaço para o estado em seu time de blogueiros. Na quinta-feira (16), o jornalista Guilherme Voitch estreou no site https://nam04.safelinks.protection.outlook.com/?url=www.veja.comfalando&data=02%7C01%7Coda_spada%40hotmail.com%7C08d979ba122f4cefd01608d52dcb5f71%7C84df9e7fe9f640afb435aaaaaaaaaaaa%7C1%7C0%7C636465273853968796&sdata=rfYusiJz%2FiINWFTIOPMxFbNHYozgQBIRz5u6Vd0BSWM%3D&reserved=0 sobre política. Mas não só.

 

CASOS INFLAMÁVEIS

Voitch tem longa passagem pela imprensa do Paraná. Foi repórter de O Estado do Paraná e da Gazeta do Povo, onde se dedicou especialmente às coberturas nacionais de casos inflamáveis. Eram tempos românticos, mas barulhentos. A grande redação da Gazeta, na Rua Pedro Ivo, concentrava, no fim de tarde, jornalistas, paginadores, editores e um coro estridente de telefones ecoando ininterruptamente (até quando não tocavam). Ali morava Voitch. E, acredite o leitor, jornalistas moram em seus empregos.

 

BONECO DE VODU

Quando cansou da aventura, decidiu que era hora de mudar de ares.

Embarcou para São Paulo, onde trabalhou na “Folha” e depois na sucursal paulista de “O Globo”. Ainda assim, não rompeu o cordão umbilical com Curitiba, onde tem amigos, família e um círculo de políticos que sempre gostou de alfinetar, como faz um feiticeiro em seu boneco predileto de vodu.

 

IDIOSSINCRASIAS

Voitch tem lá suas idiossincrasias (quem não as tem?), mas sempre as deixou de lado quando se tratava de escarafunchar o terreno pantanoso da política. É com ela que ele estreia o seu blog. É com ela também que deve permear sua pauta diária até que se descubra, na segunda metade de 2018, quem serão os senhores do destino do país nos próximos quatro anos.

 

XERIFÃO

Não deveria haver surpresas. A política é tediosa e abarca com frequência os mesmos personagens. Já no primeiro post, Voitch deixa entrever o que nos aguarda. Jair Bolsonaro vem aí. “Não sei se duro ou caroável” como a morte do poema de Manuel Bandeira, mas virá. E já tem um chefe de campanha local: o deputado federal Fernando Francischini, conhecido por sua passagem pela polícia federal e, principalmente, por chefiar a Secretaria de Segurança Pública à época da guerra campal entre professores e policiais no Centro Cívico.

 

CAMPANHA DO “MITO”

Francischini, que já foi do PSDB, do PEN, é filiado ao Solidariedade e planeja transferir-se para o Patriotas, recebeu uma missão árdua: vai coordenar no Paraná a campanha do “Mito”, o epíteto elogioso de Bolsonaro entre os entusiastas de sua candidatura.

 

SOMA DE CONVENIÊNCIAS

Uma das missões do deputado, assinala Voitch, é encontrar um candidato a governador disposto a apoiar o presidenciável publicamente. Tarefa árdua, diga-se, mas jamais impossível. Tudo dependerá de uma conta simples, que soma o potencial de votos de Bolsonaro com os efeitos benéficos que pode transferir para o pretenso candidato.

 

PAI E FILHO

Voitch sabe disso. Para concentrar-se suas atenções ao estado, Francischini decidiu disputar uma vaga na Assembleia Legislativa, o que pode gerar um cenário inusitado, uma vez que seu filho, Felipe, já ocupa uma cadeira no parlamento estadual e deve buscar a reeleição.

 

VIDA INTELIGENTE

Guilherme Voith, certamente, estará atento a este e outros acepipes da política local. É mais um dos talentos escalado nos grandes meios de comunicação do país. Ele, assim como Estelita Hass Carazzai, hoje na sucursal da Folha em Washington, e Tiago Eltz, correspondente da TV Globo em Nova York, são a confirmação de que, sim, há vida inteligente no Paraná.

 

CLAÚDIA TREVISAN

E não posso esquecer outro exemplo de paranaense que se consolidou em bom jornalismo, Cláudia Trevisan.

Cláudia trabalhou por anos no Estado do Paraná, sob a batuta de Mussa José Assis. Cedo se despertou para a realidade da China, indo, no começo dos 2000 trabalhar como correspondente do Estadão em Pequim.

Virou doutora em China, sua gente, seus políticos, sua economia, suas ambições e suas fraquezas. Tanto é que, embora hoje sendo correspondente do mesmo Estadão em Washington, para o qual produz matérias de primeira qualidade sobre a realidade política dos States, ela é deslocada para a China, sempre quando necessário enfocar o país de Mao sob o olhar da especialista que ela é.

 

PAOLA DE ORTE

Por último, mas não menos importante, a jornalista Paola de Orte, que foi revelada pela revista Ideias, de Curitiba, hoje atende a veículos da imprensa brasileira em Washington. Está há pouco meses na função, desdobrando-se como correspondente da Agência Brasil e de veículos impressos de alguns Estados. Ela é casada com um dos cônsules brasileiros em Washington, Rubens Campana.

Deputados federais Fernando Francischini e Jair Bolsonaro.
Deputados federais Fernando Francischini e Jair Bolsonaro.
Leia Também

Leia Também