sábado, 27 junho, 2026
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JOAQUIM BARBOSA FAZ ACENO À INICIATIVA PRIVADA

Joaquim Barbosa: acenos ao mercado
Joaquim Barbosa: acenos ao mercado

Eis o ex-ministro do STF, Joaquim Barbosa, relator do mensalão, surgindo no horizonte como postulante à presidência da República. Os rumores iam e vinham alimentados por ele mesmo nas redes sociais. À última hora, Barbosa filiou-se ao PSB e surge como um candidato capaz de conciliar diferenças, dar ao capitalismo o seu quinhão, aos movimentos sociais, outro, privatizar as estatais sem abrir mão daquelas lucrativas e ainda apresentar uma reforma da previdência não a partir do que reza a esquerda ou à direita, mas o centro.

‘MISS SIMPATIA’ ELE NÃO É

Sim, Barbosa é conhecido pela personalidade difícil e pelo seu jeito turrão, mas certamente não pretende disputar um cargo de miss simpatia.

Fiquemos em suas propostas. O PSB, em suas primeiras reuniões com o ex-ministro, extraiu pouco e estranhou sua ação tardia em direção ao planalto, mas também viu benesses. Por se manter na “moita”, como uma esfinge a ser decifrada, Barbosa tem baixos índices de rejeição e não sofreu o desgaste de maquinário sofrido por potenciais adversários pela farta exposição na mídia.

BRIGA PELA LIDERANÇA

Mesmo sem definir se será ou não candidato, Barbosa já mostrou potencial para brigar pela liderança nas pesquisas de intenção de voto, em um cenário que Lula aparece definitivamente excluído. No Datafolha, publicado no fim de semana, o ex-ministro aparece na terceira colocação, com 9%, atrás apenas de Jair Bolsonaro (17%) e de Marina Silva (15%), empatados tecnicamente.

BOTOCUDOS E BRUCUTUS

Barbosa tem a força de um candidato de centro, com acesso livre a partidos que pendem, botocudos, à esquerda e com aqueles que flertam, brucutus, à direita. Seria um nome de coalizão, não fosse menos político e mais juiz. Talvez seja essa a sua principal dificuldade. Famoso pelos embates travados no Supremo Tribunal Federal (STF), em passado recente, Barbosa não tem o perfil do contemporizador. Ele tende a chutar a porta.

Em governos que necessitam umbilicalmente do Legislativo para fazer valer seus projetos, isso é sempre um entrave.

E QUEM VAI PAGAR O PACTO?

Dilma Rousseff, ousou propor um plebiscito pautado na reforma política após os protestos de junho de 2013. Foi um tiro no pé e o começo de sua derrocada. Talvez Barbosa, não afeito às malícias da política raposina do Congresso, enfrente dificuldade idêntica se não negociar um grande acordo para fazer andar o país. Alguns chamam de pacto social. A questão incômoda é que o brasileiro já está cansado dessa história, muito porque, ao fim e ao cabo quem paga o pacto é ele.

ACENO AO MERCADO

Um bom sinal de que Barbosa está aberto a negociar com amplos espectros da sociedade a informação que a Folha de São Paulo registrou nesta quinta,19: discretamente, o presidenciável deixou transpirar que a iniciativa privada será um dos pilares de sua proposta de governo.

Não excluirá o mercado de suas propostas. Pelo contrário.

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