
A história da imigração europeia no Paraná não está completa. A academia, historiadores e pesquisadores – isoladamente – já nos legaram um material alentador. Há ampla literatura, teses, exposições e filmes/vídeos à disposição de quem se interessa em conhecer parte das raízes paranaenses. Esses estudos centram-se, no entanto, nos grupos mais expressivos numericamente: portugueses, poloneses, italianos, poloneses, alemães, japoneses.
Acredito existir uma enorme lacuna nesses estudos, pois praticamente silenciam sobre duas etnias que para cá vieram, em pequenos grupos, nos meados do século 19 e depois nos anos 20 do século 20. São os s Islandeses e os suecos.
OS SUECOS
Dos suecos (um grupo pequeno), sei que eles se localizaram – talvez 20 famílias – em parte no município de Campo Largo. Eu mesmo cheguei a conhecer uma sueca quase centenária, anos 80, que era parte daquele grupo que viera para o Paraná no começo do século 20. No caso, tratava-se da avó da jornalista Marilu Silveira. E o homem de marketing e escritor Elói Zanetti também inclui em suas raízes a presença de uma bisavó sueca.
OS ISLANDESES

Os nomes islandeses estão na história de Curitiba, especialmente do século 20, mesmo que com a grafia “batizada”, como os Bardhal.
O primeiro cursinho preparatório para a universidade fundado em Curitiba teve o nome Bardhal, e seus fundadores foram descendentes dos islandeses que aqui chegaram na década de 1870 do século 19. Foram primeiro para Santa Catarina, passaram por Paranaguá e adotaram Curitiba. No século 20, em 1928, a família Johnson veio com outras da Islândia, fugindo da fome e do frio que estava matando muita gente. Esse grupo de 1928 correspondência à terceira, e sempre pequena leva de islandês.
JONHSON
Os Johnson estabeleceram-se em Almirante Tamandaré, onde passaram seus descendentes a ter papel importante na comunidade: um deles, Antonio, foi prefeito municipal. Há educadores, comerciantes, empresários em geral, políticos. Valter Johnson, contador, é um dos que cuidam de preservar a memória de seus ancestrais.
Há nomes como Sondhal e Reikdal, em Curitiba, que se identificam com as origens islandesas. Numa análise detalhada da presença islandesa (hoje o que há é praticamente apenas um restrito apanhado jornalístico), vamos encontrar os descendentes desses vikings erguendo o histórico Tanque do Bacacheri (onde hoje está o Parque do Bacacheri) e apoiando a criação do Hospital da Cruz Vermelha.
Mário Reikdal, engenheiro químico, é outro nome que pesquisa a imigração de seus ancestrais, um dos quais – arquiteto – foi responsável pela construção da Igreja Presbiteriana da Rua Comendador Araújo.
CONSULADO
Os islandeses do Paraná chegaram a ganhar consulado, há 3 anos. Eles também falam de outro descendente de islandeses que acabou “vencendo” na América: Lindon Johnson, ex-presidente do Estados Unidos.
Voltarei ao assunto.
