quarta-feira, 6 maio, 2026
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Imprensa nacional destaca apoio de Picler a Moro

A revista Veja, o jornal Estadão e blogs nacionais destacaram nos últimos dias a opção do empresário Wilson Picler pela pré-candidatura do ex-juiz Sérgio Moro (Podemos). A imprensa destaca ainda que Picler foi o maior doador individual do PSL, partido pelo qual o presidente Jair Bolsonaro (hoje no PL), disputou a eleição em 2018. Foram doados R$ 800 mil ao PSL do Paraná.

Ao diário paulista, Picler apontou duas razões para se alinhar ao lado de Moro em vez de Bolsonaro: o presidente não acabou com a reeleição e a falta de apoio aos valores da Operação Lava Jato.  “Não tenho nada contra o Bolsonaro”, afirmou Picler ao Estadão. O professor é o primeiro empresário brasileiro a indicar apoio ao ex-juiz Moro.

NO ESTADÃO

“Ajudei ele. Na época, ele disse que não haveria reeleição, que ia acabar com a reeleição, que não concorreria à reeleição. Também falou muito de Lava Jato. No fim, acabou tendo reeleição e a Lava Jato sofreu um revertério muito grande”, ressalta Picler, que hoje está filiado ao Patriota, mas deve trocar de legenda para disputar uma vaga no Senado pelo Paraná.

“O Bolsonaro já governou. Está terminando o mandato dele. E eu sou contra a reeleição para cargos de Executivo. Faço parte de um rol de brasileiros que estão frustrados com o
que aconteceu com a Lava Jato. E se o Lula vai disputar a eleição, então o Sérgio Moro é fundamental nessa disputa”, acrescentou.

O empresário cita a pesquisa feita pelo Instituto Data Veritas, ligado à Uninter, que indica amplo apoio dos entrevistados em relação ao trabalho da Lava Jato.

PESQUISA DATA VERITAS

“Nessa pesquisa, perguntamos ao público se achava que a Lava Jato tinha feito mais bem ao Brasil do que mal. 76% responderam que a Lava Jato fez mais bem do que mal. É muito expressivo esse número. A Lava Jato foi uma coisa impressionante que aconteceu no Brasil. E a proposta do Moro me convence. Esse é o caminho acertado ao meu ver”, disse.

E Picler bate na tecla de que a disputa será importante para que Moro possa esclarecer todas as dúvidas sobre os trabalhos da Lava Jato, especialmente em relação às condenações do ex-presidente Lula e que acabaram perdendo a validade.

“Esse fato de o Lula estar participando da eleição enseja, quase que obrigatoriamente, a participação do juiz Sérgio Moro. Ele tem dito que está sendo convocado porque percebeu que os brasileiros ficaram sem um norte”, afirmou. “Se acontecer de Moro ir para o segundo turno contra o Lula, será como se o ex-presidente estivesse indo a uma espécie de júri popular.”

O empresário é otimista em relação às chances de Moro na disputa presidencial. “Acho que ele está sendo convocado por um grupo de eleitores que não concorda com nenhum dos dois lados. Acho que tem voto para ele e é bastante. Se é o suficiente para ir ao segundo turno eu não sei. Isso é o eleitor que vai decidir no dia. Até lá nós temos de fazer o debate”, afirmou.

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