quarta-feira, 13 maio, 2026
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HAITIANOS, 22,5% DOS ESTRANGEIROS CONTRATADOS

Haitianos recebendo orientações na prefeitura de Curitiba
Haitianos recebendo orientações na prefeitura de Curitiba

Com relativa frequência, durante minhas andanças a pé pela cidade, encontro homens e mulheres haitianos que aqui moram, ou acabaram de chegar. Nessas ocasiões, aproveito para exercitar meu médio conhecimento da língua francesa, a oficial dos haitianos, que eles apreendem na escola, ao lado do “creole” – esta cheia de traços do idioma de Molière.

BEM IDENTIFICÁVEIS

Os haitianos são visíveis à distância, não apenas por serem negros que não sofreram qualquer tipo de miscigenação – “são retintos, lustrosos”, como assinala amigo desta coluna. Mas tanto quanto isso, os haitianos que escolheram Curitiba distinguem-se de populações pobres brasileiras pelas roupas que vestem: estão costumeiramente bem vestidos, roupas novas, idem tênis, e escolhem vestuários de cores muito vivas.

Polidos, via de regra, boa parte deles tem cursos superiores; a maioria estudou pelo menos até o ensino médio.

MAIOR PRESENÇA

A propósito: relatada o Ministério do Trabalho, segundo a RAIS de 2016: os haitianos são os imigrantes com maior presença no mercado formal de trabalho brasileiro.

Dos 115.961 trabalhadores não brasileiros contratados formalmente no Brasil no ano passado, 26.127 pessoas eram originárias do Haiti, 22,53% do total.

Ministro Helton Yomura: explica presença lusa
Ministro Helton Yomura: explica presença lusa

AUGE EM 2015

O número já foi maior. Em 2015, o auge dos haitianos no país, eles chegaram a somar 34.224 trabalhadores formais. O ministro do Trabalho em exercício, Helton Yomura, explica que a imigração de haitianos foi um fenômeno que começou a ocorrer no Brasil principalmente após 2010, quando um terremoto devastou a ilha.

NOSSA CRISE

No entanto, a crise econômica vivida pelo Brasil após 2014 encerrou essa tendência. “Essa diminuição no fluxo imigratório não ocorreu apenas com os haitianos. Outras nacionalidades também diminuíram seu contingente após a crise brasileira”, explica. Em segundo lugar na lista dos trabalhadores vindos de outros países para o Brasil estão os portugueses, com 9.088 vínculos, que antes da vinda dos haitianos ocupavam sempre a primeira colocação na lista de imigrantes no Brasil.

OS PORTUGUESES

Observação ainda do ministro interino: “A forte presença de trabalhadores portugueses no Brasil é histórica, decorrente dos laços socioeconômicos que se formaram entre essas duas nações desde a época da colonização e que continuam na atualidade. Lembremos que o Brasil é a maior nação lusófona no mundo, o que fortalece sua atração junto aos demais estados lusófonos, como o próprio Portugal”.

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