
A prefeitura de Curitiba e a Urbs estão prestes a admitir que houve um erro de estratégia na condução das negociações da tarifa de ônibus. Antes de bater o martelo, e reajustar de R$ 3,70 para R$ 4,25 o preço da passagem, a Urbs bem poderia ter aguardado que as tratativas salariais entre as empresas e seus funcionários chegassem a um bom termo.
TUNGA NO AR
Do jeito que ficou, paira no ar aquela sensação de que alguém foi tungado e é o usuário. As empresas, sempre ávidas, argumentam que o número de passageiros vem caindo e que um reajuste aos motoristas e cobradores só seria viabilizado com uma passagem a R$ 4,57.
MIRE NA CRISE
Claro que isso deve ter causado uma síncope aos convivas do gabinete do prefeito. Reajustar a passagem agora, o que não está nem em cogitação, causaria, mais do que a paralisação do transporte público, uma revolta na turba. Afinal, vivemos a mais profunda recessão das últimas décadas.
QUEDA LIVRE
A Urbs, já se viu, ensaia lavar as mãos nesse caso. É um erro. Ou assume o papel de árbitro na negociação ou pode esperar, em breve, índices de popularidade do prefeito Rafael Valdomiro Greca de Macedo bem mais amargos do que aqueles já divulgados.
