
Do Blog do Tupan
A sanha do prefeito Rafael Greca (DEM) em beneficiar a empresa do transporte coletivo se tornou mau exemplo para as grandes e médias cidades do Paraná, disse neste sábado, 30, o presidente estadual do MDB, João Arruda, pré-candidato a prefeito Curitiba.
“Transferir o dinheiro público, arrecadados dos impostos, não é só ilegal e imoral como está sendo mau exemplo para as empresas de controlam o transporte coletivo em outras cidades. Elas também estão exigindo as benesses semelhantes. Inda bem que a justiça está negando os pedidos”, disse João Arruda.
O presidente do MDB disse se a justiça não intervisse o prejuízo poderia ultrapassar a mais de R$ 80 milhões aos cofres públicos. “Um dinheiro que poderia criar linhas de crédito em auxílio a micro e pequenas empresas, as que realmente precisam de recursos para enfrentar a pandemia, do que ajudar os barões do transporte coletivo nas cidades”, disse.
CINCO CIDADES
João Arruda citou os exemplos de quatro cidades, além de Curitiba: Foz do Iguaçu, Cascavel, Maringá e Ponta Grossa. Em Foz, o consórcio Sorriso exigiu um subsídio de R$ 4,7 milhões. O prefeito Chico Brasileiro (PSD) se negou a pagar o pretenso prejuízo.
O STJ suspendeu a liminar que obrigava a prefeitura a pagar R$ 3,8 milhões à Transporte Coletivo Cidade Canção. O STJ também suspendeu, a liminar que determinava que a prefeitura de Cascavel subsidiasse as empresas do transporte coletivo em R$ 2,3 milhões.
A 2ª Vara da Fazenda Pública de Ponta Grossa negou um pedido feito pela concessionária do transporte coletivo para que a prefeitura pague um subsídio de R$ 2,5 milhões por mês à empresa. “O prefeito de Curitiba está dando mau exemplo e dessa forma, incentivando as empresas de outras cidades a pedir o mesmo que é oferecido pela prefeitura de Curitiba”.
“Os donos das empresas estão usando como argumento que o dinheiro que será repassado para pagar a folha de cobradores e dos motoristas. Será que não têm caixa, patrimônio, para os salários dos funcionários por uns três meses? Será que têm menos condições do que a panificadora da esquina?”, questiona João Arruda. “As prefeituras têm que ajudar quem realmente precisa”, completa.
