Redação e Prefeitura de Curitiba – A cultura perdeu, nesta terça-feira (2/6), uma grande representante. Cremildes Ferreira Bahr, carinhosamente chamada de Dona Mide ou Mestra Mide, faleceu aos 88 anos. Ela era uma das mais importantes representantes e estudiosas do fandango, caiçara, tradição cultural do litoral paranaense.
Doutora Honoris Causa pelo Instituto Federal do Paraná (IFPR), Mide dedicou a vida à cultura popular. “Lamentamos profundamente a partida da Dona Mides, mulher que dedicou à vida à cultura popular”, destacou o presidente da Fundação Cultural de Curitiba, Marino Galvão Júnior.
Fundadora do grupo Meu Paraná, em 1988, foi responsável por levar o fandango paranaense a diferentes regiões do Brasil e ao exterior. Ela também foi presença marcante também nos carnavais de Curitiba, nas rodas de choro e nos grupos de samba.
Vinda de uma família de artistas que marcou a cultura curitibana, era irmã do compositor Lápis (Palminor Rodrigues Ferreira) e construiu uma trajetória própria de dedicação à música e à memória das tradições paranaenses.
Doutora Honoris Causa

Uma história que é testemunho de força, talento e compromisso com a preservação e promoção das tradições culturais paranaenses, e inspiração para futuras gerações, será celebrada nesta semana em Curitiba. Verdadeiro ícone da cultura paranaense, a fandangueira Dona Mide recebeu em dezembro de 2024 o título de Doutora Honoris Causa pelos mais de 50 anos de dedicação à cultura caiçara brasileira, notadamente o fandango paranaense.
Mulher negra, paranaense, nascida em Curitiba, Dona Mide teve sua história profundamente enraizada na cultura e na música. Nascida em uma família importante para a música paranaense, é irmã de compositores renomados do Paraná, como Lápis, Lalo e Juca. Foi integrante daAssociação Tradicionalista Gralha Azul.
