A Associação Cristã de Assistência Social é uma das duas únicas organizações habilitadas pelo poder público para capacitar pessoas dispostas a acolher crianças e adolescentes por até dois anos.
Começa nesta semana as capacitações da primeira turma de pessoas dispostas a participar do Programa Família Acolhedora. A Associação Cristã de Assistência Social – ACRIDAS, que atua em Curitiba há 35 anos como referência no acolhimento institucional de crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social, inicia a primeira série de treinamentos que irá preparar pessoas interessadas em acolher crianças em suas casas se maneira provisória. A iniciativa é realizada em conjunto com a Fundação de Ação Social – FAS, da Prefeitura Municipal de Curitiba.
TRINTA FAMÍLIAS
A primeira semana de atividades inclui nove encontros, com 30 famílias participantes, sendo 50% das vagas para familiares da família de origem dos acolhidos e a outra metade para famílias sem vínculo familiar. Eles vão aprendem conteúdos sobre o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e legislação relativa à proteção da infância. Como parte do processo de habilitação, a equipe técnica da ACRIDAS também visita as casas para avaliar as condições do ambiente físico e relacional. O processo de habilitação é executado pela Fundação de Ação Social (FAS).
Após a capacitação, as famílias inscritas são submetidas a uma avaliação psicológica.
AMBIENTE FAMILIAR
Instituído em 2009, com alterações incluídas pela Lei Nacional de Adoção (12.010), o Acolhimento Familiar é um projeto alternativo de acolhimento provisório em ambiente familiar. Os acolhidos podem conviver com famílias sociais por até dois anos, no período em que a justiça define se a família biológica tem condições de reassumir a guarda da criança ou se o menor será encaminhado para uma adoção definitiva.
Em Curitiba, as famílias que acolhem são treinadas e recebem uma bolsa de até R$ 998,00 para cobrir as despesas básicas. Para participar, é necessário ser maior de 21 anos, não ter cadastro nem intenção de adotar de forma permanente, laudo psicológico e social favorável.
DE ZERO A 18 ANOS
O objetivo do programa é atender crianças e adolescentes de zero a 18 anos submetidos a medida protetiva em razão de abandono, vulnerabilidade, violência, entre outros. O novo modelo prioriza o restabelecimento de seus direitos, propiciando que convivam em família e criem vínculos em comunidade, até que a reintegração familiar ou a adoção aconteça. Excepcionalmente, o projeto poderá beneficiar jovens de 18 a 21 anos.
(por Giovanna Fantinato, colaboradora).
FAMÍLIAS SERÃO TREINADAS A ACOLHER CRIANÇAS PROTEGIDAS PELA JUSTIÇA
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