quarta-feira, 8 julho, 2026
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FALA DE BOLSONARO REVELA CRENÇAS NO STF

Luiz Roberto Barroso, Carmen Lúcia e Celso de Mello e Edson Fachin: questão de fé

A recente manifestação do presidente Jair Bolsonaro, numa convenção nacional das Assembleias de Deus, segundo a qual estaria em tempo de “o Supremo Tribunal Federal ter um ministro evangélico” está repercutindo na medida certa. Vozes se levantam em meios jurídicos e em tribunais superiores, e em outras esferas da sociedade, para contrariar o olhar presidencial sobre o assunto. Jair, no dia seguinte à declaração, manifestou-se um ecumênico, proclamando que “todas as religiões têm lugar no Brasil”.

Afinal, Bolsonaro deve ter “concluído” que julgar segundo as leis vigentes não depende de crença religiosa num estado laico.

Não estamos num país de aiatolá.

FALA DE BOLSONARO (2)

Para quem tem um olhar mais apurado sobre a questão, a declaração presidencial acabou revelando a composição de crenças no Supremo. Para mim, a surpresa maior foi descobrir que o ministro Luiz Roberto Barroso (STF) é oficialmente judeu, tal como judeu é o ministro Luiz Fux.

A surpresa fica por conta de que não há indicativos, nem no nome nem em manifestações do ministro, de sua fé religiosa. Isso ocorre porque, sendo filho de pai cristão – um católico praticante – Barroso confessa que foi criado entre a sinagoga e a frequência a igrejas católicas. A mãe era judia.

No mundo judaico, filho de mãe judia é judeu.

FALA DE BOLSONARO (3)

Luiz Roberto Barroso, ministro que, para muitos, esposa teses “avançadas”, vive muitas crenças religiosas, do kardecismo ao hinduísmo, da Brahma Kumaris ao Pentateuco. Sua preocupação é, garante, com o homem diante do transcendental e seu compromisso com os demais seres humanos.

Resumo: ficou-se sabendo que Barroso é judeu, e que Rosa Weber e o decano Celso de Mello não declinam se têm ou não religião. Os demais ministros do STF se consideram católicos. Embora, cá comigo, só acredito que Edson Fachin e a ministra Carmen Lúcia sejam praticantes da fé.

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