terça-feira, 5 maio, 2026
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Ex-funcionários da Telepar contam história da construção da Torre das Mercês

Da esquerda para a direita: Eng. Eletric. Hatiro Tamaru; Eng. Civ. Renato Johansson; Eng. Civ. Marcelo Stival e Relações Públicas José Francisco Cunha

Quando o engenheiro civil Renato Johansson, ex-funcionário da Telepar, ia com os dois filhos adolescentes, Patrícia e Rafael, e com o filho menor, Felipe, munido de sua filmadora até a obra da construção da Torre das Mercês, não imaginava que os vídeos produzidos se tornariam um registro histórico. A obra da torre iniciou em 1989 com o objetivo de suportar as antenas de telecomunicações e dar mais segurança ao processo.

“Antes a telecomunicação do Paraná era toda centralizada no Palácio das Telecomunicações Presidente Costa e Silva – edifício sede da Telepar – também nas Mercês, mas isso gerava insegurança porque caso tivesse um problema lá todo o Paraná ficaria sem ligação interurbana, inclusive com o restante do país e do mundo porque a Embratel, que fazia a destinação destas chamadas, também estava interligada no mesmo prédio”, lembra Johansson, que trabalhou na parte de projeto, especificação e contratação.

A ideia de retirar as fitas VHS do baú e publicar a história em vídeos no You Tube veio de outro telepariano, como são conhecidos os ex-funcionários da estatal, o engenheiro eletricista Hatiro Tamaru. “Foi uma obra grandiosa e destaco o trabalho de todos os envolvidos. Independente do título ou função, cada participação foi fundamental”, conta. A Telepar foi privatizada há mais de 20 anos e, atualmente, é comandada pela Oi.

O relações públicas José Francisco Cunha, ex-telepariano, que trabalhou na estatal como gerente do Departamento de Comunicação Social, foi o responsável por reunir o material bruto de filmagem, fazer a edição, incluir os depoimentos e publicar os capítulos no seu canal do You Tube. “Foi um trabalho maravilhoso e que ainda terá continuidade”, antecipa.

DESAFIOS

A torre tem 109,5 metros de altura, o que corresponde a um prédio de 40 andares, e para que tudo corresse bem à época, muitos foram os desafios e as tecnologias que precisaram ser empregadas.

A empresa licitada responsável pela obra foi a Dell’Acqua, de São Paulo. O engenheiro civil Marcelo Stival, ex-telepariano, destaca a questão da fundação. O resultado da sondagem do terreno mostrou que o lençol freático estava a pouca profundidade. Por isso, optou-se por fazer a escavação do solo com ar comprimido para evitar a infiltração da água no interior do buraco de 23 metros. A obra foi realizada de forma ininterrupta, com trabalho durante 24 horas, todos os dias. “Isso significa que os funcionários trabalhavam lá sob pressão para garantir que o espaço ficasse seco. Ou seja, tinham que entrar no buraco, no tubulão que chega a 23 metros, para verificar se o solo realmente estava seco”, recorda. Stival acompanhou diretamente a execução dos projetos da torre.

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