quinta-feira, 7 maio, 2026
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“Estou virando um Fruet sem querer sê-lo”

Gustavo Fruet: mesma frustração
Gustavo Fruet: mesma frustração

Com a ênclise no lugar certo, o prefeito Rafael Valdomiro Greca de Macedo, compôs a frase acima para queixar-se da situação em que se encontra a administração municipal de Curitiba. Endividada e sem poder honrar os compromissos de campanha. Quis referir-se ao governo de seu antecessor Gustavo Fruet, do qual prometeu diferenciar-se e melhorar tão logo tomasse posse.

CRISE E FÉRIAS

Talvez Greca esperasse que, à última hora, os governos estadual e federal viessem em seu socorro. Não vieram. Greca fez concessões que não podia fazer, nomeou cargos em comissão quando devia reduzi-los e, acuado, resolveu viajar em férias para arejar a mente. Queria lá fazer um mimo à esposa que comemorava aniversário. Compreende-se. Mas que hora.

TODO PODEROSO

Voltou profético, bíblico, apocalíptico, mandando sinais de que a bonança daria lugar à tempestade. E deram. As chuvas no início da semana o fizeram crer que era ele quem havia mandado as águas e era ele quem representaria o Noé dos tempos contemporâneos.

Metendo o pé pelas mãos

Em seis meses do governo Greca, perderam-se 180 dias. É mesmo muito semelhante a uma dieta mal sucedida. Ficou difícil convencer a população de que o pacote fiscal que o prefeito tenta fazer aprovar na Câmara Municipal tem razões que vão além dos apelos bíblicos ou das ameaças de caos administrativo.

É preciso argumentos mais fortes que apontem o déficit administrativo e as medidas que estão sendo tomadas para controlá-lo. Já se disse aqui: Greca quer ser o pastor, quando deveria ser o prefeito. Quem quer parábolas vai à igreja, jamais ao paço municipal. Talvez Greca, logo de saída, esteja mesmo metendo o pé pelas mãos. Não será a primeira vez.

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