quinta-feira, 7 maio, 2026
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Em pesquisa eleitoral, olho na rejeição

Lula, Bolsonaro e Marina Silva
Lula, Bolsonaro e Marina Silva

Pesquisas de intenção de voto a um ano e meio da eleição presidencial têm a mesma função de um “calhau” – termo jornalístico que significa tapar buraco em uma página impressa. Não porque não sejam necessárias, mas porque o seu efeito prognóstico é o mesmo de um placebo.

LULA FAVORITO

É o caso da mais recente sondagem publicada pelo Datafolha, que aponta a liderança de Lula com 30%, à frente de Marina Silva (Rede) e Jair Bolsonaro (PSC), que aparecem empatados com 15%. É de se duvidar. Não dos números, porque eles são inquestionáveis. Mas de sua capacidade de antever o resultado.

A CONSTANTE E A VARIÁVEL

Especialistas como o diretor da Paraná Pesquisas, Murilo Hidalgo, costumam observar com olhos mais atentos não o favoritismo dos candidatos, mas a sua rejeição. É nele, dizem, que se cristaliza o humor do eleitor antes mesmo da escolha de um candidato. Em matemática a rejeição seria considerada a “constante X” e a preferência do eleitor no retrato do momento, a “variável Y”.

CAMINHÃO DE LIXO

Mas como se trata de uma corrida eleitoral, não dá para dizer que a caçamba do caminhão de Lula carrega mais lixo do que a de Bolsonaro ou Marina. O melhor é dizer que o petista está na frente e ponto. Mas certamente a rejeição é levada em conta. Mais em conta do que o favoritismo, porque trata de um número consolidado, ou seja, os daqueles que não votariam de maneira alguma em determinado candidato.

LULA REJEITADO

E nesse quadro, Lula aparece com 46%, seguido do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, 34%, e de Jair Bolsonaro, com 30%. É bom ficar de olho nesses números mais do que nos que indicam os favoritos de ocasião.

Observação final, mas não menos importante: na sondagem DataFolha Lula só vence no Nordeste do país; na área de maior concentração de eleitores ele fica distante do “podium”.

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