Há dois anos, mais ou menos, começaram as obras que nunca terminam. “É o vazamento do Greca”, diz, em blague, um morador da área, lembrando que naquela ocasião, a Prefeitura jogara fora o equivalente a dois milhões de litros d’água…Tudo por culpa de má gestão e imperícia profissional, segundo engenheiros ouvidos pela Coluna/site
Antes que misturem alhos com bugalhos, o assunto não é vazamento de dados ou informação, mas o vazamento de água nos cinco lagos da Praça do Japão.
Há mais de 2 anos, ainda no mandato anterior do prefeito, Rafael Valdomiro Greca de Macedo teve que ouvir dos moradores da região reclamação sobre o cuidado da praça.
Aliás, a Praça do Japão e arredores, não é um território grato ao prefeito… Foram muitos os protestos que a população local fez, quando, por exemplo, tiveram seu entoirno cortado por ônibus expresso. Fato ocorrido há 2 anos.

PRIMEIRO VAZAMENTO
Na época do primeiro vazamento, há dois anos, equipes invadiram a praça mantendo roçadas semanais, pedreiros esvaziaram os cinco lagos, jogando fora 2 milhões de litros em água, que poderiam encher 400 caixas de água de 500 litros, atendendo mais de 20 mil pessoas. Até uma iluminação cênica foi colocada na Casa de Chá, que é uma réplica do Templo Dourado de Kyoto. Este cuidado redobrado pela Praça do Japão durou até a eleição.

Agora, depois da maquiagem na Praça, os vazamentos não param. As equipes já esvaziaram pelo menos mais 5 vezes a água dos lagos, jogando fora mais de 10 milhões de litros, que beneficiariam mais de 100 mil pessoas. A obra, que deveria ser tranquila, para o engenheiro- urbanista, título que Greca gosta de se autoatribuir, arrasta-se e não termina. Se o problema ficasse somente no vazamento, talvez fosse perdoado. Mas o mato cresce, lixeiras estão quebradas e a iluminação cênica oscila, já não mudam as cores. A luz fica piscando em parte do Templo.
A população já fala que “ Greca gastou dinheiro e deixou a obra pela metade”. O lamentável de tudo isso, além dos desperdícios de água e recursos públicos, é que o prefeito insiste em seu mantra, louvando aquilo que chamada de “Curitiba bem cuidada”. A ocorrência “histórica” na Praça do Japão, dizem que virou um “case” que logo será analisado no Instituto de Engenharia do Paraná (IEP). Vamos aguardar.


