O feitiço pode ter virado contra o feiticeiro em Foz do Iguaçu. Em baixa nas pesquisas para as eleições suplementares do próximo dia 2 de abril, o empresário Phelipe Mansur (Rede), da coligação Foz Acima de Tudo, está assustado com a reação na Assembleia Legislativa contra o falso holerite dos deputados que a sua campanha fez circular nas últimas semanas.
Na terça-feira passada (14), o deputado Ney Leprevost (PSD) reagiu com veemência da tribuna a respeito do contracheque que a Justiça Eleitoral já condenou e declarou ser uma grosseira falsificação. Chamou de “quadrilha” os operadores das maldades que estão sendo disseminadas via web contra o adversário de Phelipe, deputado Chico Brasileiro (PSD), candidato da coligação Foz Levada a Sério.
TRAIANO DEFENDE
O discurso de Leprevost obteve apoio de vários parlamentares, como Nereu Moura (PMDB) e Márcio Pacheco (PPL), e forçou o presidente da Casa, Ademar Traiano (PSDB), a sair em defesa dos deputados afirmando que o grotesco holerite de R$ 135 mil faz parte de um pacote de “mentiras deslavadas” contra Chico Brasileiro.
ALMA LAVADA
Elogiado pelos colegas em plenário, o candidato do PSD acabou sentindo a alma lavada e saindo fortalecido do episódio. As pesquisas apontam que permanece crescendo, a campanha de rua se animou ainda mais e as maldades que se disseminam nas redes começam a ter efeito bumerangue.
ARENA
Phelipe Mansur, que sonhava transformar a eleição suplementar num plebiscito entre ele e Chico Brasileiro, acabou criando uma arena de luta do Bem contra o Mal. E carimbou na própria testa a pecha de vilão.
