terça-feira, 5 maio, 2026
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Em entrevista à TV Band, Beto Richa se defende e cogita candidatura

Beto Richa. (Foto: Arnaldo Alves)

Ex-governador falou sobre sua prisão, a operação do MPF e o afastamento das eleições de 2018. A entrevista abordou ainda temas relacionados ao litoral, como a Faixa de Infraestrutura e a Ponte de Guaratuba

 

(Com colaboração de André Nunes)

Acusado pelo Ministério Público Federal (MPF) de cometer crimes de corrupção passiva, organização criminosa e lavagem de dinheiro, o ex-governador Beto Richa pouco a pouco está retornando à vida pública, em eventos pelo interior do estado e aparições na imprensa.

Nesta segunda (17), Richa deu entrevista à Band Litoral (disponível no link), em que abordou aspectos sobre sua prisão, a operação do MPF e o afastamento das eleições de 2018. A entrevista abordou ainda temas relacionados ao litoral paranaense, como a Faixa de Infraestrutura e a Ponte de Guaratuba, projetos que vêm desde o governo Beto Richa – com recursos aprovados -, mas que por uma série de entraves jurídicos ainda não avançaram.

“A prisão foi ilegal, é um caso apontado até hoje por juristas e especialistas de todo o país. E o caso da Fernanda (Richa) é ainda pior, foi uma covardia. Ela foi sequestrada de casa, presa, e sequer um inquérito foi aberto desde então. Felizmente o trauma está passando, com o apoio da nossa família”, contou Beto.

O ex-governador afirmou que passou os últimos três anos afastado da política, ocupado com sua defesa jurídica e com a convivência familiar, com os filhos e netos, mas que cogita candidatar-se nas eleições deste ano. “Só falta definir para qual cargo”, disse, ressaltando que já recebeu convites para disputar novamente o Palácio Iguaçu.

Recentemente, um dos adversários políticos de Beto, o ex-senador Roberto Requião, também declarou em entrevista que a prisão de Richa havia sido “arbitrária e ilegal”.

Fernanda e Beto Richa, (Foto: Rogério Machado/SECS)

DESBLOQUEIO DE BENS

Na semana passada, o ministro Gilmar Mendes mandou desbloquear os bens e contas financeiras de Fernanda Richa e de André Richa, mulher e filho de Beto, em até R$ 166 milhões.

Conforme informações do Conexão Política, o desbloqueio também contempla a concessionária Viapar, que administra rodovias na região norte do estado, do ex-presidente Marcelo Stachow e do ex-diretor Jackson Luiz Ramalho Seleme.

Em 2019, o Ministério Público Federal (MPF) havia feito a solicitação de bloqueio à 23ª Vara Federal de Curitiba, que acatou o pedido. A medida foi sustentada em ação em que todos os três são réus na Operação Integração, que mira agentes públicos que teriam recebido propina de empresas de pedágio no Estado do Paraná .

Em 2021, o processo passou a ser responsabilidade da Justiça Eleitoral. Anteriormente, estava na Justiça Federal. No entanto, a banca de advogados da família Rocha alegaram à Justiça Eleitoral possuía os requisitos necessários para julgar crimes considerados comuns que tenham relação com crimes eleitorais.

OPERAÇÃO INTEGRAÇÃO

Deflagrada em 2018, a Operação Integração faz parte da 55ª fase da Lava Jato. De acordo com o MPF, o esquema desviou, desde 2000, R$ 8,4 bilhões por meio do aumento de tarifas de pedágio do Anel de Integração, e de obras rodoviárias não executadas.

Estima-se que pelo menos R$ 35 milhões foram negociados em forma de propina, segundo procuradores. O forte esquema de corrupção teria elevado as tarifas de pedágio pagas pelos usuários, entregando apenas 25% das obras que estavam previstas para entrega.

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