sábado, 8 agosto, 2026
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Repercutindo: Em Campo Largo, promotor exige que saúde adote o “tratamento precoce” contra a Covid-19

Campo Largo

No dia 6, deste mês, segundo relatos, o promotor teria passado a fazer “sutis ameaças” diante da resistência do pessoal que não acata a orientação do homem do MPPR. As ameaças, segundo fontes, seria daquelas – “vocês vão se arrepender…”

 

Em Campo Largo, a Quarta Promotoria de Justiça, cujo titular é Diego Fernandes Dourado, faz aberta apologia do chamado tratamento precoce contra a Covid-19. Ele não só é defensor acendrado do tratamento por lá chamado de “imediato”, à base do vermífugo ivermectina, e cloroquina, como estaria – segundo fontes da Prefeitura da cidade – exigindo que os funcionários da Secretaria Municipal de Saúde venham a aderir ao tratamento; e que apliquem essa “solução” para a comunidade. Segundo fontes, em 6 de Abril, por exemplo, o promotor teria subido o tom: Em lugar de pedido, sugeriu represálias aos funcionários que não acatam sua pregação por vermífugo contra Covid-19. O site tentou ouvir o promotor, em vão.

ÚNICO NA RM DE CURITIBA

Um profissional de comunicação que transita entre Campo Largo e Araucária, participante de levantamento que este blog realiza na Região Metropolitana de Curitiba sobre o chamado “tratamento precoce”, garantiu: “Recentemente, profissionais da Secretaria de Saúde sentiram-se ameaçados pelo Promotor, que lhes exige apliquem a tal medicação milagrosa na comunidade…”

NOSSA PERGUNTA

Às 17h05 deste dia 12, o site entrou em contato com a Promotoria de Campo Largo, que está trabalhando em home office. Foi atendido pela Srta.Valéria, assistente do Promotor. Ela não se pronunciou sobre o assunto, referindo-se, apenas, a “tratamento imediato”, como sinônimo de “tratamento precoce. Disse que iria consultar o promotor. Às 17h40 min, Valéria telefonou pedindo informações suplementares sobre o blog, que lhe foram dadas. Valéria disse que retornaria com manifestação do promotor Sobre o assunto “tratamento precoce”. Até às 18h15 min, horário de fechamento da redação, não houve resposta do promotor ao nosso pedido.

OUTRAS FONTES

O site já ouviu fontes das secretarias de Saúde de Rio Branco do Sul, São José dos Pinhais, Almirante Tamandaré, Tunas, Piraquara, Quatro Barras e Colombo. Todas as fontes ouvidas foram uníssonas: não pregam a favor nem recomendam a comunidade a usar o tratamento que, em Campo Largo, seria obrigatório, se dependesse da vontade do MPPR local. O site ouviu também fontes do MPPR de Curitiba. Um promotor muito respeitável do MPPR, que pediu anonimato, saiu-se com a seguinte resposta: – Cada promotor deve saber o que está fazendo. Mas essa não é a orientação do Ministério Público do Paraná.

CASO LUIZ ANTONIO

Está repercutindo muito a explicação da família de Luiz Antonio Leprevost, pai do secretário de Justiça, Ney Leprevost, segundo a qual o patriarca da família teria morrido em decorrência de errático tratamento com cloroquina e etc. Esse assunto foi abordado por Ney e Alexandre Leprevost, conforme o noticiário.

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