sábado, 21 fevereiro, 2026
HomeMemorialEleições do Jockey continuam gerando acusações

Eleições do Jockey continuam gerando acusações

Na tarde de segunda-feira, fui contato por uma jornalista, que se apresentou como assessora de imprensa da chapa de situação às eleições do Jockey Club do Paraná, pedindo-me ‘direito de resposta às denúncias contra a chapa apresentadas pela coluna’.

Coloquei-me todo à disposição para acatar os argumentos dessa parte. No entanto, até ontem à tarde, nada chegara ao meu e-mail.

Por outro lado, Luiz Renato Ribas, a “voz que clama no deserto” do mundo turfista, universo acossado por um amplo rol de acusações à gestão do JCP – volta à carga com nova correspondência. Como segue:

2 – ALÉM DO ESPERADO

Prezado Aroldo,

Com seu prestigio graças ao seu caráter como pessoa de bem e profissional de alto talento confesso, mesmo diante das limitações da mídia à sua disposição, seu texto sereno, enxuto, equilibrado, inteligente tem repercutido muito além do esperado. Sua mais recente referência ao turfe, na semana passada, teve repercussão imediata nas origens desse esporte, hoje vivendo enorme decadência administrativa no país, em especial no Paraná. No Japão, Tailândia, Inglaterra, Singapura, Dubai os hipódromos recebem plateias muito maiores que estádios de futebol dos ingleses, espanhóis, franceses, alemães, entre outros de fama internacional, cuja média o turfe é de 70 a 100 mil expectadores.

3 – ELEIÇÃO DIA 14

O Japão é o campeão de frequência. Portanto o turfe é modelo ainda atual, mas está no bico do corvo aqui no Brasil. Dia 14, haverá eleições no JCP do Paraná, há oito meses sem corridas cuja desculpa esfarrapada é a cassação de sua carta patente pelo Ministério da Agricultura, quando até esse impedimento, em julho de 2014, a incompetente diretoria – com fins nitidamente comerciais e pessoais – havia realizado apenas 4 reuniões nas primeiras 28 semanas do ano.

E não havia falta de cavalos, acima de 500, quando uma reunião exige apenas 80 bucéfalos para ser viável.

4 – JOCKEY PERMANECERÁ

O JCP só desaparecerá como sociedade promotora de corridas caso o candidato de oposição, sem contraditórios, Paulo Pelanda, 52 anos, deixar de ser eleito mesmo sendo consenso entre criadores, proprietários e turfistas. O risco é enfrentar o estelionato eleitoral que se estabeleceu impunemente há 9 anos no Jockey Club do Paraná, cujo grupo político fez do turfe o seu mais rentável balcão de negócios. Se o turfe é hoje uma atividade esquecida não é fruto do seu modelo, sempre atualizado, mas vítima indefesa do poder do homem sem escrúpulos. Uma questão de cultura nanica.

LUIZ RENATO RIBAS, jornalista e turfista, Curitiba.

Leia Também

Leia Também