
Em 1989, havia uma explicação. Eram as primeiras eleições diretas para presidente da República em um quarto de século e o país estava cansado das “velhas raposas” da política. No total, 22 presidenciáveis se apresentaram. Alguns estrondosamente folclóricos, como Enéas Carneiro (Prona). Outros, de passagem ligeira, como o apresentador Silvio Santos, cuja candidatura foi cassada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) antes que ele se tornasse, de fato, o 23º concorrente.
HOLLYWOOD
A história parece se repetir em 2018, e não como farsa. Farsa já era.
Repete-se como uma triste sina. Eis que há mais de uma dezena de pré-candidatos. Entre eles, o global Luciano Huck, a ex-apresentadora do Jornal Nacional, Valéria Monteiro e, agora, Doctor Rey, dono de clínicas de estética no Brasil e nos Estados Unidos e titular do reality show “Dr. Hollywood”. Ele será candidato pelo Prona, que está em vias de ser ressuscitado. Seu slogan: “A mesma m… de sempre ou o Rey”. Ah, o país continua cansado das “velhas raposas”.
