
Antes de registrar a carta que segue, sobre o trabalho da psicóloga Leomar Marchesini no comando do SIANEE, de apoio à inclusão de deficientes no ensino universitário da Uninter, é preciso que se grave para a História da Educação: a mestra Leomar, com o apoio – estou certo – do professor Picler, realiza uma missão única.
Ela tem conseguido reconhecimento local e nacional a essa ação educacional muito saliente. Lembram-se, por exemplo, dos angolanos cegos – alguns deles alunos da Uninter – que Leomar levou ao programa do Huck?
Ali ela falou também da ação da Uninter.

E os prêmios que a mestra Leomar recebeu de órgãos públicos, é preciso entendê-los na sua real dimensão. Mostram um compromisso firmado com a História.
Não tenho dúvidas que, à medida em que a Uninter investe do trabalho de inclusão dos deficientes no ensino superior, ela vai muito além de cumprir exigências legais.
A organização dirigida por Wilson Picler assim diferencia-se das demais instituições de ensino, com essas ações que, se por um lado, significam ampliação de investimentos materiais, resultam em imensurável benefício para a comunidade. E em repercussão social como nenhuma outra instituição universitária do Paraná vem conseguindo.
Eis a carta de Leomar:
UNINTER (2)
Mais uma vez lhe procuro, para pedir sua ajuda na divulgação de um acontecimento relevante no setor que fundei em 2006 e coordeno, o SIANEE Serviço de Inclusão e Atendimento aos Alunos com Necessidades Educacionais Especiais da Uninter.
A comunidade Surda de Curitiba, desejava uma reunião com o Prof. Flavio Arns, Secretário para Assuntos Estratégicos do Estado do Paraná, para tratar do atendimento na saúde para pessoas Surdas. Desejavam discutir com ele sobre a falta de intérpretes de Libras nos postos de saúde e nos hospitais, o que vem causando grande prejuízo às pessoas surdas quando precisam de atendimento, devido a dificuldade de comunicação.
O SIANEE articulou esta reunião com o Secretário, que foi realizada no dia 20 de abril, no Campus Tiradentes do Uninter. O Secretário aproveitou para conhecer o SIANEE e depois conversou com os surdos presentes, entre eles os representantes da Associação de Surdos de Curitiba e da Pastoral dos Surdos da Cúria de Curitiba. A Secretaria de Estado da Saúde do Paraná mandou representante e a Secretaria Municipal dos Direitos das Pessoas com Deficiência de Curitiba foi representada por coordenadores da Central de Libras. A Comissão de Acessibilidade do Lions Clube Curitiba Batel fundada e presidida por mim, também estava presente. Este foi o primeiro passo concreto em direção a solução deste problema.
A propósito, quero responder à sua pergunta recente, sobre o reconhecimento público ao trabalho do SIANEE:
Pelo meu trabalho na Uninter, recebi diploma com voto de louvor da Câmara Municipal de Curitiba proposto pelo Jorge Bernardi; da Assembléia Legislativa do Paraná, proposto pelo deputado Ney Leprevost; e recebi também o Prêmio João Crisóstomo Arns, concedido a educadores pela Câmara Municipal de Curitiba, proposto pelo vereador Pedro Paulo”.
(correspondências para a coluna: aroldo@cienciaefe.org.br)

