
Sou cem por cento a favor dos taxistas. Tenho viajado o mundo e sempre dependi de meios de transporte público. Não dirijo. Não sei.
Nunca tive vontade de ter um carro, por isso, transporte público é prioridade para mim. Taxistas no Japão são formais ao máximo, mas sem alma, zumbis. Serviço perfeito. Horário religioso. Limpeza impecável.
Mas tudo mecânico. Repito, sem alma. Nos últimos dois anos, devido a problema de coluna, uso taxi como o ar que respiro. Caro? Sim, mas minha saúde vem em primeiro lugar.
O serviço de taxi em Curitiba, para mim, é muito bom. Gosto de conversar com os motoristas. Qualquer assunto, menos futebol. Não suporto. Bom, há motoristas antipáticos que torcem o nariz ou dizem algo grosseiro quando a corrida é super curta. Mas não posso andar mais que duas quadras e não aguento. Meu fisioterapeuta é um anjo de bondade e simpatia, e diz que fico bom e vou voltar a dançar.
Mas volto primeiro aos taxis. Então, como dizia, são simpáticos e bons.
E estão sofrendo com a crise e a guerra com a Uber. Estou de acordo que não se pode dispensar um chofer de praça por motivo simples demais. Se o motorista é bom, honesto, e não é “barbeiro” que continue na praça. Não tomo o Uber. Gosto de saber quanto pago no final da corrida.
Nada de cartão e surpresas desagradáveis ao ver a conta. Tenho feito boas amizades com taxistas na cidade e tomo a dor deles como se fosse minha. Tomem taxi. Nunca se sabe o dia de amanhã, um taxista há poucos dias, me disse que era engenheiro formado, mas devido a certos problemas pessoais, precisou trocar de profissão. Pegou no volante. Amanhã pode ser usa vez de estar dirigindo um carro amarelo laranja.
LUIZ CANALES, escritor e professor universitário, Curitiba
