Senhor jornalista: uso seu espaço para me dirigir ao Ney Leprevost
Amigo Ney:

A Saúde, assim como a segurança pública, a educação e o transporte público, são atividades estatais por excelência, e como tal não podem e não devem ser privatizadas. A iniciativa privada visa lucro, já que está na sua essência esse resultado. Todavia, a obtenção de lucro na exploração de serviços unicamente públicos, traz sim prejuízo para os administrados.
Se hoje há exploração de serviço público por delegação estatal, é porque o poder público sentiu-se inoperante nesse segmento. Abrindo-se o espaço público, a iniciativa privada se faz presente e vai cobrar do administrado, aquilo que deveria ser-lhe ofertado à custa dos impostos pagos.
É assim é o que temos atualmente, ou seja: plano da saúde privado, empresa de segurança privada, transporte público parcialmente privado, o que origina sérios transtornos aos usuários, desde o mau serviço prestado, até o valor excessivo cobrado, ou até cobrado e não prestado.
Portanto, Amigo Ney, parabenizo, efusivamente, pela sua decisão contrária à privatização da saúde pública.
JOÃO HENRIQUE VILELA DA SILVEIRA, Curitiba
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CONCORDO PLENAMENTE
Concordo plenamente com o Secretário. O exemplo maior está no desvirtuamento da URBS, onde a empresa – com o dinheiro do povo – compra ônibus, gerencia a operacionalidade e paga para empresários ficarem com o lucro do transporte coletivo. Dá para entender? Ou seja, nós arcamos com todos os custos e as empresas ficam com os lucros? E é exatamente isso que acontece!
WASYL STUPARYK, Curitiba
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DISCORDO DO AMIGO NEY
Discordo do querido amigo Ney, acho que essas atividades e muitas outras podem e devem ser privatizadas, basta que as empresas designadas por licitação, sejam regiamente recompensadas e fiscalizadas, mediante rígido controle.
O Estado deve normatizar e fiscalizar. Assim, teremos serviços prestados com qualidade, menor preço e sem riscos de corrupção.
Hoje há corrupção e péssimos serviços prestados pela grande maioria das instituições públicas, em todas as áreas de atuação.
Quem sabe possa ser convencido do contrário.
LUIZ CARLOS MARQUESI, Curitiba
