sábado, 20 junho, 2026
HomeMemorialDos Leitores: Imperdível “Descríticas”

Dos Leitores: Imperdível “Descríticas”

Geraldo Seratiuk

Caro professor Aroldo.

No dia 03 último eu tinha publicado este post (ver abaixo) na minha página no Facebook:

É triste ver pessoas com vasta formação cultural partir.

Abraço

Geraldo Serathiuk, Curitiba

UM LIVRO PARA A LISTA DO QUE NÃO PODE DEIXAR DE FAZER “ANTES DE PARTIR”: LER DESCRÍTICAS DE ALMIR FEIJÓ.

Livro Descríticas Feijó

Tenho na minha biblioteca o livro Descríticas do Almir Feijó desde o seu lançamento. No livro ele analisa 316 filmes. Recorria a ele toda a vez que ia gravar um filme para ver se tinha uma análise sobre o mesmo e para ler sua opinião sobre conteúdos do roteiro e técnica de representação e filmagem. Na pandemia escolhi alguns livros de arte, cinema, música e literatura para ler ou reler. Entre os quais escolhi este para ler suas 526 páginas.

Posso garantir que é um livro que todos devem colocar na sua lista do que não pode deixar de fazer “Antes de Partir”. É maravilhosa a sua análise do cinema, da arte e da cultura, com aquele humor inteligente e com todo o respeito ao mesmo, aquele humor cruel e demolidor. Parece que Almir quis dizer: “viu o que vocês fizeram ao acabar com o ensino clássico e tecnificar o ensino, como Allan Bloom, mostra em seu livro A Cultura Inculta”.

Com toda a certeza: foi uma das coisas que me fez rir, para não dizer, dar gargalhadas, durante a pandemia carregada de dor e tristeza.


GUARDADOR DA MEMÓRIA

Caro jornalista,

Moro hoje longe de Curitiba, em Boston, Estados Unidos. Acompanho tudo que posso sobre o Paraná e Curitiba, de forma especial. Assim, entre sustos e perdas inestimáveis dos últimos dias – Scalco, Manoel Coelho, René Dotti, Jaime Lerner – vejo com tristeza que a lista do “barqueiro da Morte”, Coronte, aumentou no final de semana. Perdemos Almir Feijó Junior, um ser que passou pelo mundo sem atrapalhar ninguém e que deixa uma obra que não morre. Está codificada especialmente em seu livro “Descríticas”. Continue assim, jornalista, sendo fiel guardador da memória curitibana, em tempos das apressadas e quase sempre raquíticas redes sociais.

Pax et bene, GESSNER ASSUNÇÃO HILBERT, Boston

Leia Também

Leia Também