
Prezado jornalista,
Sou Adriana Ribeiro, assessora de imprensa da Fundação de Ação Social (FAS) e gostaria de esclarecer alguns fatos quanto a uma notícia publicada em seu blog. Segue nota da FAS e informo que fico à disposição para qualquer esclarecimento.
Att.
Adriana Ribeiro – Assessora da FAS
Nota da FAS:
“Em função da notícia publicada neste blog, no último do 10 de março, com o título “Acompanhe a longa e frustrante ação de Sandro, um bom samaritano”, a Fundação de Ação Social (FAS) esclarece que recebeu protocolo no dia 9 de março, para atendimento a um homem que se encontrava no Terminal Guadalupe, o qual foi prontamente atendido pela equipe da abordagem social que estava na região central.
Na ocasião, o sr A.C.S., 52 anos, recusou atendimento social. Como estava com alguns ferimentos, a equipe da FAS solicitou apoio ao SAMU, que foi até o local, avaliou o quadro de saúde e decidiu enfaixar a cabeça do usuário por conta de escoriações.
Como sempre é feito durante as abordagens sociais, a equipe da FAS insistiu no atendimento na tentativa de um acolhimento, mas o homem recusou qualquer tipo de encaminhamento. No momento, ele relatou que seu filho, que mora em São José dos Pinhais, estaria vindo visitá-lo.
Vale ressaltar que o sr A.C.S., pai de 12 filhos, é atendido pela FAS desde maio de 2018, data em que passou por atendimento na Casa da Acolhida e do Regresso (CAR) e recebeu uma passagem para União da Vitória, no sudeste do Paraná, onde relatava ter parentes.
Em 8 de setembro do mesmo ano, ele retornou a Curitiba e foi atendido novamente pela FAS e encaminhado a uma Unidade de Saúde. Em seguida, foi acolhido na Unidade de Acolhimento Institucional Boqueirão, de onde se evadiu e não mais retornou.
Desde então, o sr A.C.S. é constantemente abordado pelas equipes da FAS, mas não aceita acolhimento em tempo integral. Ele costuma optar por usar os albergues do município esporadicamente, onde encontra espaço para fazer higiene, trocar de roupa, se alimentar e dormir, e também frequenta o Mesa Solidária, que oferta alimentação para pessoas em situação de risco social.
Mesmo com as recusas, a FAS mantém a abordagem social ao sr A.C.S., com o objetivo de manter vínculo e, em algum momento, convencê-lo a aderir aos serviços ofertados pelo município para pessoas em situação de rua, incentivá-lo a fazer novos projetos de vida e, consequentemente, sair das ruas.”
ENTENDA O CASO:
Acompanhe a longa e frustrante ação de Sandro, um bom samaritano
