Prof. Aroldo,
Gostaria de fazer uma ressalva no seu texto da coluna para quarta-feira:
Os Adventistas não se consideram evangélicos dentro do significado atual que é ser pentecostal. Os adventistas não são pentecostais. É sim uma linha protestante tradicional seguindo herança recebida de seus pioneiros oriundos da igreja batista e metodista na primeira metade do século XIX.
Quanto a relação da igreja com a política é consenso geral que uma religião pura não se mistura com política. A Igreja Adventista existe para pregar o evangelho e não para buscar poder político. Essa é sua missão.
Isso não impede que seus seguidores tenham a liberdade para seguirem carreiras políticas e exercerem cargos eletivos. Após à eleição, os políticos adventistas, se desejarem, poderão defender princípios adventistas e a igreja dará suporte para isso. Esse é um princípio adotado em todo o mundo, seja com um vereador, como o Dirceu Moreira, de Curitiba, ou pré-candidato ao governo dos Estados Unidos, como Ben Carson.
A Igreja prefere dar apoio a qualquer que seja a autoridade governamental onde puder fazer o bem, principalmente nas áreas social, educacional e de saúde. Assim tem contribuído em muitos países a pessoas carentes, administração sanitária, saúde. No Brasil existem centros de apoio a carentes, mulheres, drogados, etc. (através da ADRA – Agencia Adventista de Desenvolvimento e Recursos Assistências).
Em Curitiba, os jovens das igrejas locais e estudantes das escolas adventistas tem dado apoio à FAS – Fundação de Ação Social em várias áreas, graças ao bom relacionamento com a Márcia Fruet. Quando autoridades, seja de que partido for, ou mesmo não sendo político eleito, abrem portas para os adventistas contribuírem efetivamente, eles atuarão em benefício da população.
Essa é a crença adventista: Não é em busca do poder que será uma benção à sociedade, mas faz o bem onde tenha oportunidade e for possível.
ODAILSON ELMAR SPADA, jornalista, Curitiba.
(correspondências para a coluna: aroldo@cienciaefe.org.br)
