
Senhor jornalista,
Preciso esclarecer que, nesta data pela manhã (20-11-19), recebi diversas mensagens sobre postagem na página do Facebook do colunista AROLDO MURÁ, em que foi utilizada minha fotografia extraída do site da Associação dos Procuradores do Município de Curitiba, bem como trazendo novamente à tona o processo administrativo referente a sindicância administrativa sob minha presidência nos idos do ano de 2016, associando-o à minha saída da presidência da Comissão Permanente de Sindicância.
ATURDIDA
Diante dos fatos, bem como aturdida pela surpresa defronte situação passada, esclareço, inicialmente, que não permiti a veiculação da minha fotografia, tampouco o assunto abordado na matéria.
DESCONFORTÁVEL
Da mesma forma, compete esclarecer que não me senti desconfortável quando a nova gestão me afastou da presidência da referida Comissão Permanente de Sindicância, haja vista que é competência de cada gestão escolher as pessoas que ocuparão funções gratificadas e cargos comissionados.
CONSTRANGIDA
Constrange-me, porém, ser incluída em matéria que tem viés político, não me permitindo sentir cômoda com uma remissão com a qual não concordo.
CONTINUA A MESMA
Por fim declaro que enquanto servidora pública municipal, me encontro em exercício das atividades profissionais em outra Secretaria, onde procuro trabalhar sob o manto da ética, legalidade e moralidade, assim como sempre o fiz.
DIVANIR DA SILVEIRA, procuradora Municipal de Curitiba
RESPOSTA:
NADA A DESDIZER
1) Advogada que é, a procuradora sabe que jornalistas profissionais não precisam pedir licença a ninguém para noticiar fatos ou rumores, ficando sempre sujeitos à observância da lei; nem precisam revelar suas fontes de informação.
2) A procuradora, que em nenhum momento deixou de ser mostrada como profissional exemplar, talvez não goste de lembrar seu papel notável, na denúncia de desvios de bens móveis da Prefeitura que, apontou, teriam ido para a chácara de Rafael Valdomiro Greca de Macedo, hoje prefeito.
3) No entanto, o assunto é pertinente, numa hora em que o alcaide comete enormes irregularidades (caso do ESTAR, por exemplo) cuja negação não se resolverá com mero afastamento de funcionário público;
4) A procuradora Divanir pode não concordar com a matéria, nem que lembremos seu papel exemplar na época da denúncia. Enxerga, disse, “viés político” no noticiado.
5) Ora, doutora Divanir, dificilmente algum ato deixará de ter víeis político, a senhora sabe melhor que ninguém. Assim, quando a senhora se diz confortável por ter sido decapitada de seu antigo cargo por Greca, não está “cometendo”, porventura, um gesto político?
6) O seu “confortável” não esconderia um gesto político, até para evitar maiores perseguições?
7) Mas a senhora não pode simplesmente condenar o noticiado por imaginar que a “remissão” comete algum deslize, mentira, difamação, injúria.
8) Se a coluna errou, aponte-nos a nossa falha. Gratos pela leitura. (AMG)
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AONDE ENCONTRAR DIVANIR?
Aqui em Boston, onde é enorme colônia brasileira, somos leitores da coluna. Só quero saber onde entrar em contato com essa procuradora municipal exemplar, Divanir, que denunciou o “sumiço” de bens públicos praticado pelo atual prefeito de Curitiba.
ALEX MACIEL SMITH, Boston
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“JÁ TENHO CANDIDATA”
Sua coluna me prestou um grande favor: descobri uma mulher singularmente defensora do patrimônio público encarnada nessa procuradora Divanir. Se ela for candidata a alguma coisa, já tem o meu voto.
HASDRUBAL B.SANTOS, Curitiba
