Cel Zanatta, com seu grupo de contra espionagem, não conseguiu colher mais informações sobre o caso do GM Jonatas Silva, que “brincou” com o sistema de monitoramento de câmeras da prefeitura, em pleno horário de expediente e com a permissão de seu chefe
Caro jornalista,
Peço que registre minha opinião sobre temas municipais da gestão Greca de Macedo, os quais alinho a seguir, com imperfeições estilística. Mas o material é verdadeiro, serve para também avaliar as ações do atual alcaide:
As práticas criminosas cometidas contra a administração pública, na Guarda Municipal, na primeira gestão de Greca, associada aos novos escândalos que permeiam a administração da Secretaria da Defesa Social e Trânsito, resultaram em uma crise de faniquitos no gabinete do alcaide, que aos berros gralhava dias atrás: “Cortem as cabeças, cortem as cabeças”.

Dona Matilde, funcionária antiga da prefeitura, me garantiu que nunca tinha visto tanto nervosismo no gabinete do prefeito, ainda mais quando um dos seus assessores, lembrou Rafael Greca de que em 2018, o Supremo Tribunal Federal (STF) declarou que ações de ressarcimento ao erário por improbidade administrativa são imprescritíveis. Quer dizer: a fraude das horas extras da GM não está esquecida perante a lei. Só falta vontade política para o assunto ir aos tribunais.
CORONEL ARAPONGA
Cel Zanatta, com seu grupo de contra espionagem, não conseguiu colher mais informações que pudessem acalmar o ânimo da Aranha Marrom. Tudo isso em razão de o guarda municipal Jonatas Silva, marido da Vereadora Fabiane Rosa, e subordinado do subsecretário da Defesa Social, ter brincado com o sistema de monitoramento de câmeras da prefeitura de Curitiba, em pleno horário de expediente e com a permissão de seu chefe.
“O DIABINHO”
O subsecretário Wagnelson de Oliveira, conhecido pelos guardas municipais como “diabinho”, além de ser o chefe imediato de Jonatas, é também muito amigo do superintendente da Guarda Municipal, Carlos Celso. Os dois são quase que inseparáveis.
Para retratar essa amizade antiga, pode se ilustrar com os personagens “Pinky e o Cérebro” de uma série americana animada de televisão. Wagnelson neste caso o “cérebro”, tenta sempre articular planos mirabolantes para benefícios rentáveis, enquanto Celso, mostra-se satisfeito com o prestigio de comando e das benesses mundanas.

PATRIMÔNIO INVEJÁVEL
Wagnelson é desportista de tiro ao alvo e instrutor de tiro, e mantém cadastro de avaliador de exames na Polícia Federal, para candidatos ao porte de arma de fogo particular, já há algumas décadas. Exercendo esta atividade remunerada-extra Guarda, conquistou um patrimônio invejável, ainda mais, com a apropriação e fraude de horas extras na Guarda municipal.
Nada contra uma pessoa ficar rica. Exceto se não fosse pelo fato de o subsecretário estar fazendo esses exames (pelos quais cobra caro) no horário de expediente normal. Ele é também pago pelo dinheiro do contribuinte, (embora exercendo, assim, atividade remunerada, alheia a sua função pública).
ANTES DA PANDEMIA
Antes da pandemia, e agora mais ainda, Wagnelson já realizava atividade profissional “home office”. Não é de se espantar que tenha cooptado seu pupilo e subordinado Jonatas da Silva para o chamado “Big Brother”. E mais, denuncio: existem 10 dez guardas municipais cedidos pelo alcaide Rafael Valdomiro sendo pagos pelos cofres públicos, para exercer trabalho contrário a sua função. Enquanto isso, mais os 30 GMs à disposição da rocambolesca segurança pessoal do prefeito e Aranha Marrom, impede que a população aviste guardas onde eles deveria estar – em locais públicos.
ADAMASTOR G.L. – Funcionário Municipal – Curitiba
