Publicada no espaço do leitor em 15 de maio, sob o título “Dos leitores: Fernandes diz que denúncias contra Maury foram ‘engendradas por falsário’”, as acusações feitas pelo sr. Joel Fernandes foram rebatidas por Giulio Ferrari – ativista radicado nos EUA que criou a rede Chega de Abuso – que reúne vítimas de casos com repercussão na mídia, como o médium Maury Rodrigues da Cruz, da SBEE de Curitiba, e João de Deus, de Abadiânia (GO).
A seguir, segue a primeira de duas partes da carta de Giulio Ferrari sobre o assunto:

Prezado jornalista,
Há 7 anos não via ou ouvia falar em Joel Fernandes, por isso me foi surpresa ver a carta difamatória e mentirosa do ex-pastor. Não deveria ser surpresa considerando histórico de vida dele e da família Fernandes inteira, cujo nome em Dallas e toda metroplex está “mais suja que pau de galinheiro”, segundo alguém da própria família que prefere manter-se anônima. São inúmeros escândalos de Joel pelos anos, e sempre encobertos com o poder manipulativo da igreja e do dinheiro sujo de seus cúmplices, o irmão Jaime Fernandes e sua esposa Dejani.
HISTÓRIA SÓRDIDA
A história sórdida dessa família, que envolve abusos financeiros, estelionato e pedofilia sistêmica e hereditária, não era algo que eu pretendia revelar tão cedo numa coluna como a sua. Essa é uma história para livro, documentário ou até uma série de como uma família consegue, através da construção e destruição de igrejas evangélicas, manipular, chantagear e extorquir uma comunidade de brasileiros no exterior durante tantos anos. Não faz meu estilo escrever cartas para a mídia com o único intuito de denegrir a imagem de um indivíduo. Os ataques maníacos a vítimas de pedofilia me forçam a prematuramente revelar algumas das coisas que sei em primeira mão sobre essa família, que aparenta ter sociopatia hereditária.
PEDOFILIA É “NORMAL”
Começamos pelo patriarca, o Pai de Joel e Jaime, falecido há poucos anos. Jonas Fernandes casou com M. C., mãe dos irmãos Fernandes, quando ele tinha 30 e ela somente 13! Época e região não podem ser usadas como desculpa. Não é normal um homem de 30 anos desejar uma criança de 13.
Quando o Jaime era meu sócio, pedia que eu lesse e respondesse seus e-mails enquanto ele dirigia, já que tem a proficiência da língua portuguesa comparável à 3a série primária, e não sabe sequer capitalizar palavras. Sua mãe mandava e-mails iracundos, chamando-o de “crente de merda”, dizendo o quanto não via a hora de que o “velho pedófilo” morresse.
VIDA DE ABUSOS
Deixava claro estar cansada de ter que lidar com a demência do marido, depois de uma vida de abusos. Jaime atribuía ser tão diferente do pai ao fato de ser evangélico. Segundo ele, Jesus havia quebrado a “maldição hereditária” e graças a isso ele não tinha os problemas do pai.
Num desses dias quando eu respondia e-mails e Jaime dirigia, ele me fez uma pergunta muito estranha: “Se sua esposa morresse, com quem da igreja você ficaria?” Chocado pela pergunta, lhe respondi que ninguém! Ele, com um sorriso maroto nos lábios e quase fechando os olhos como se estivesse imaginando a cena me disse: Ah, se a Dejani morresse hoje, eu ficaria com a “Fulaninha”! A “fulaninha” cujo nome vou preservar, tinha 14 anos na época. Insistiu na conversa, falando o quanto admirava as coxas daquela menina, e o corpão de mulher que tinha para a idade.
Fiquei estarrecido com a conversa. Assim que cheguei em casa contei para minha esposa. Era mais uma para a lista das “bizarrices do Jaime”, que já estava longa nessa época.
UM CASO COM A BABÁ
Para Joel, pedofilia também não é problema. Sua primeira esposa, Vânia, já há anos faz pública a história de que quando ainda eram casados, Joel começou um caso com a babá de suas filhas, que na época teria apenas 13 anos. Poucos anos depois, Joel deixa a mulher e filhas e em menos de 6 meses se casa com a babá, nessa época com 19 anos, ele 40. As datas de divórcio e casamento são públicas. Será que ele achou que não faríamos uma busca?

Joel, que havia abandonado a primeira esposa com duas filhas pequenas pela babá, depois teve trigêmeos com a mesma, e os abandonou, esposa e filhos, quando os mesmos estavam com 8 anos por outro rabo-de-saia.
Lembro que esse é o “ex-pastor” e atual “evangélico” que escreveu a carta acusando a mim de imoralidades.
SÓRDIDO TRIÂNGULO AMOROSO
Foi numa viagem que fizemos ao velho oeste Texano à trabalho que perguntei se Jaime tinha tido algum caso extraconjugal. Para minha total decepção, pois o tinha como um irmão mais velho, quase um pai, o irmão do meu então pastor soltou em meio a uma risada de deboche um saudoso CLARO QUE TIVE! – gelei – SOU DE CARNE – continuou. A partir daí me senti como se estivesse numa roda de bêbados asquerosos num boteco, e não com o homem cristão que achei que conhecia.
– Comi minha ex cunhada! – se gabou.
Sua ex cunhada (primeira esposa de Joel), Vânia, é bem mais jovem e atraente. Ela e suas filhas, parecem irmãs.
Os próximos cinco minutos de conversa foram como um banho de água fria, ou melhor, de ácido. Ele contou que se encontrava com ela escondido da esposa, Dejani, e que não aguentou e “caiu em tentação” porque a cunhada era “gostosa demais” e “caia em cima” dele.
DISCURSO DO PERDÃO
Jaime é um homem feio, barrigudo, de nariz desproporcionalmente grande e achatado e cabelo crespo. Bem o tipo que precisa se auto afirmar com a mulher dos outros. Eu só não esperava que fosse com a mulher do próprio irmão. Ele deve ter notado que a conversa havia me deixado desconfortável, pois como se estivesse voltando a si, começou a falar da misericórdia de Deus, de como Ele o havia perdoado. Disse que depois disso, Vânia era quem havia deixado o irmão e caído na vida de prostituição.
NA VERDADE, ESTUPRO
Quando confrontei Vânia com a história há alguns anos, ela me contou sua versão, e era BEM diferente. Ela conta que foi ESTUPRADA por Jaime. O cunhado ameaçou que se ela não dormisse com ele, chamaria a imigração contra seu próprio irmão. Ela foi abusada por algum tempo, até entrar em contato com o pastor do Jaime, que na época não era o irmão. Falei hoje com o tal pastor, que me pediu para mudar seu nome. Vou chamá-lo de “César Bráulio”. Vânia pediu ao pastor que gravasse a conversa dela com o cunhado, e numa operação secreta digna de filme, que o encontrasse no motel onde Jaime estaria esperando para abusá-la. O pastor César presenciou tudo. A casa caiu para o Jaime.
