quinta-feira, 2 julho, 2026
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Dona Luiza Grein do Nascimento, 95, foi encontrar seu amor, o doutor Ney

Luiza Grein do Nascimento e Ney Regattieri do Nascimento
Luiza Grein do Nascimento e Ney Regattieri do Nascimento

Ao alvorecer desta quarta-feira, 16, morreu dona Luíza Grein do Nascimento, 95.

“Foi ao encontro do doutor Ney Regattieri do Nascimento”, como afetivamente disse seu genro Dante Mendonça, escritor, alma poética, conhecedor profundo da alma de Curitiba.

Deixa os filhos Ney Augusto, Maria Luiza (Maí), Zélia e Jaci. Os genros Luiz Carlos Sell, Solano Glock, Dante Mendonça e a nora Regina Helena Stedile Nascimento. Os netos Letícia, Marina (André Brik), Tatiana, Lorena (Eduardo Goldbaum), Luiza (Rafael Belli Soares), Pedro, Guilherme e Ney Arthur.

O sepultamento estava previsto para as 17 horas, no Cemitério Parque Iguaçu.

BEM NASCIDA

Aos 95 anos dona Luiza mantinha aquele porte – “aplomb”, como diriam os colunistas clássicos, tipo Maneco Muller – que caracterizavam mulheres “bem-nascidas”. O que quer dizer: senhoras e moças que tiveram um berço confortável, educadas, raízes familiares ligadas à terra natal (no caso, do Paraná).

Dona Luiza, que conheci ao longo de dezenas de anos, amigo que sou de filhos seus, era um ser discreto por excelência. Uma dama, pois.

É verdade que não tive maior proximidade com ela e seu grande amor, o médico Ney Regattieri do Nascimento, que foi um paradigma na Medicina paranaense, morto há um ano.

Mas nossos contatos foram suficientes, afora os relatos que dela tive a partir de seus grandes admiradores e seguidores, os filhos.

BEM EDUCADA

Um dia, a filha Zélia, jornalista como a irmã Maí, fez uma ampla e necessária abordagem sobre as famílias Grein e Nascimento num programa que mantinha na Rádio Educativa e em site. Sobre os Grein até escreveu livro.

Foi mergulho em momentos interessantes e precisos em capítulos da vida paranaense, com atos heroicos praticados por ancestrais. Sem falar nas marcas definidoras da estirpe dos Grein (ela era filha do patriarca Victor Grein), originários de Mafra/Rio Negro. Na verdade, Grein de raízes germânicas e luxemburguesas (como o tempo acabou provando).

BOA FORMAÇÃO

Dona Luiza era um pouco teuto-brasileira, usos e costumes um pouco misturados. E assim criou os filhos, colocando as meninas em colégios do porte do Nossa Senhora do Sion, quando a escola de “soeur” Cristina era sinônimo de “escola de elite”. Mas ela nunca se impressionou com essas qualificações. Queria que as filhas – e o filho – tivessem o melhor, assim como ela, que foi uma raridade na Curitiba de sua mocidade: era formada em Letras, Português/Francês, ou Neolatinas, como o curso era chamado.

Naqueles dias, raras eram as mulheres que se graduavam em Universidade.

“MATERIAL RESISTENTE”

Tive tempo, há três anos, para observar amplamente o casal Luiza-Ney, no casamento da neta Luiza, na encantadora Nova Trento, berço do Dante Mendonça.

O casal, o tempo todo junto, era prova viva, fui concluindo, de que, em caso como o deles, não existe “desgaste do material”. Pelo contrário, o amplo e longo matrimônio, renovava-se nos férteis frutos pelos dois gerados.

“Pax et Bono”, dona Luiza, mulher também de fé cristã sólida.

Mai Nascimento Mendonça e Dante Mendonça
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